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SpaceX se prepara para lançar o foguete mais poderoso do mundo

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A SpaceX se prepara para realizar o primeiro lançamento de teste, terça-feira (6), do foguete Falcon Heavy, que aspira a ser o mais poderoso do mundo e, um dia, a levar pessoas à Lua ou a Marte.

O lançamento mais ambicioso da SpaceX poderia, de acordo com os especialistas, mudar as regras deste mercado, por seu potencial para colocar a empresa do bilionário Elon Musk à frente na corrida espacial.

“A Nasa pode decidir usar (o Falcon Heavy) como uma forma de acelerar seus planos para chegar à Lua e a Marte”, disse à AFP Erik Seedhouse, professor assistente de Ciências Aplicadas à Aviação na Embry-Riddle Aeronautical University.

O lançamento de terça-feira “é um grande momento, inclusive para uma empresa espacial que rotineiramente realiza grandes coisas”, expressou Jason Davis da Planetary Society, descrevendo o Falcon Heavy como “mítico”.

O Falcon Heavy decolará às 13H30 locais (16H30 em Brasília) em Cabo Canaveral, Flórida.

– Bowie de fundo –

A nave levará a bordo um manequim com um traje espacial futurista, que irá dentro do Tesla vermelho de Musk.

“Starman em um Roadster vermelho”, escreveu Musk ao publicar, nesta segunda-feira, uma foto no Instagram em que aparece o carro e seu piloto sobre uma espécie de pedestal.

O bilionário também disse que a canção “Space Oddity” de David Bowie tocará no veículo durante o lançamento.

O Falcon Heavy será lançado ao espaço profundo, a uma distância similar à de Marte em relação ao Sol, mas sem se aproximar muito do Planeta Vermelho.

“Estaremos no espaço profundo por um bilhão de anos se (o foguete) não explodir na subida”, disse Musk no Twitter.

Mas mesmo se o lançamento falhar, segundo Seedhouse, isso dificilmente afetará a imagem da SpaceX, que já é o maior fornecedor de provisões à Estação Espacial Internacional (ISS), com um contrato de 1,6 bilhão de dólares com a Nasa.

“No ano passado, fizeram mais lançamentos que qualquer país (…), e se recuperaram de cada fracasso que tiveram”, opinou Seedhouse.

O lançamento é também um marco nos esforços dos Estados Unidos para enviar astronautas ao espaço, uma capacidade à que renunciou quando suspendeu seu programa espacial em 2011, após três décadas de funcionamento.

Desde aquele ano, todos os astronautas se valeram dos foguetes russos Soyuz para chegar à ISS.

– Operação poderosa –

O foguete Falcon Heavy “foi desenhado desde o início para transportar humanos ao espaço e recuperar a possibilidade de fazer missões tripuladas à Lua ou a Marte”, disse a SpaceX em um comunicado.

“Quando o Falcon Heavy decolar será o foguete operativo mais poderoso do mundo”, acrescentou a empresa, explicando que a nave pode levar até duas vezes mais carga que o modelo mais parecido com ela, o Delta IV Heavy, mas por “um terço do custo”.

O Delta IV Heavy custa cerca de 350 milhões de dólares por lançamento, segundo a United Launch Alliance, enquanto o Falcon Heavy ronda os 90 milhões.

Com 70 metros de altura por 12 de largura, o foguete foi projetado para pôr até 63,8 toneladas na órbita terrestre, acima da massa total de um avião 737 totalmente carregado.

O Falcon Heavy é basicamente três foguetes Falcon 9 em um, com um total de 27 motores Merlin.

Todos estos motores “juntos geram mais de cinco milhões de libras de impulso no lançamento, o que equivale a aproximadamente 18 aviões 747”, indicou a SpaceX.

Outros modelos anteriores de foguetes, que já não estão operativos, foram mais poderosos que o Falcon Heavy, como o foguete lunar Saturn V – lançado pela última vez em 1973 – e o Energia da era soviética, que voou em 1987 e 1988.

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NASA finaliza desenvolvimento do único veículo lunar

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📷 Lusa

A NASA anunciou na sexta-feira (27) ter finalizado o seu único programa de desenvolvimento de um veículo lunar, apesar das declarações em finais do ano passado do Presidente norte-americano, Donald Trump, de que queria voltar a enviar astronautas à Lua.

O anúncio, feito no site da agência espacial, pegou de surpresa os próprios cientistas envolvidos no programa, denominado ‘Resource Prospector’ (RP), que deveria conduzir à construção de um veículo robotizado destinado a explorar as regiões polares da Lua.

+ Tecnologia: Nasa vai lançar satélite em busca de exoplanetas habitáveis

Segundo a France Press, os cientistas enviaram uma carta à NASA onde exprimem a surpresa pela decisão tomada.

“Tomamos agora conhecimento de que o RP foi suspenso a 23 de abril de 2018 e que a missão terá fim até final de maio”, referem os membros do ‘Lunar Exploration Analysis Group’ (LEAG) no correio eletrônico enviado a Jim Bridenstine, que lidera a agência, e publicado no site ‘NASAWatch.com’.

Os cientistas sublinham a “incredulidade e consternação” com que a notícia foi recebida na sua comunidade.

O robot lunar, cuja construção foi iniciada há cerca de dez anos, deveria ser o único do mundo capaz de explorar as regiões polares da Lua.

Seria ainda o primeiro módulo lunar norte-americano depois do Apollo 17, de 1972, e o primeiro veículo autônomo dos Estados Unidos sobre a Lua, com lançamento previsto para 2022.

A NASA indicou, em comunicado, que certos instrumentos do programa RP serão utilizados em futuros projetos da agência espacial, até porque diz ter prevista uma série de “missões robóticas graduais na superfície lunar”, sem fazer referência específica à anulação do programa RP.

A agência procura “evoluir progressivamente no sentido de veículos de aterrissagem maiores, capazes eventualmente de ser habitados”, indica apenas o comunicado.

Jim Bridenstine, confirmado esta semana na liderança da NASA, assegurou no Twitter que está empenhado na exploração lunar.

O Presidente dos Estados Unidos confirmou em dezembro do ano passado a vontade dos Estados Unidos de voltar a enviar astronautas para a Lua pela primeira vez desde 1972, a fim de preparar uma missão habitada em direção a Marte.

“Desta vez, não se trata apenas de colocar a nossa bandeira e de deixar as nossas pegadas. Estabeleceremos uma base para uma missão a Marte e talvez um dia mais além”, declarou Trump numa cerimônia na Casa Branca. Com informações da Agência Lusa.

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