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Educação

Processo seletivo da Uepa inicia a partir do dia 12

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A Universidade do Estado do Pará (Uepa) lançou no dia 24 de setembro o edital do Processo Seletivo (Prosel/2019). O período de solicitação de inscrição terá início no próximo dia 12 de outubro e se estenderá até o dia 8 de novembro de 2018. Candidatos com hipossuficiência econômica podem solicitar isenção da taxa de inscrição de 12 a 19 de outubro. Entretanto, o período de solicitação de isenção e envio de documentos comprobatórios para servidores da Uepa e seus dependentes e pessoas com deficiência (PcD) iniciou no dia 24 de setembro e terminou no dia 1º de outubro.

Este ano, todas as vagas dos 30 cursos de graduação serão disputadas no Prosel, já que em 2016 foi a última edição do Prise, o Processo Seletivo Seriado. Serão 3.610 vagas distribuídas nos 16 municípios onde a Uepa está presente. Para concorrer às vagas, os candidatos deverão se inscrever no Prosel e ter feito as provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem 2018). Além disso, as vagas são destinadas a pessoas que concluíram ou estão concluindo em 2018 a última série do Ensino Médio.

Para promover o acesso ao nível de educação superior nos municípios paraenses, o Prosel adota uma política de cotas. Assim, são reservadas 50% das vagas a candidatos que cursaram e concluíram todas as séries do Ensino Médio, ou curso equivalente, na rede pública de ensino. E será atribuído um bônus de 10% sobre a média aritmética das notas obtidas no Enem 2018 aos candidatos que concluíram o Ensino Médio ou equivalente no Estado do Pará.

A novidade do Prosel 2018 está na criação do curso de saúde coletiva (30 vagas), em Belém, e na oferta dos cursos de fisioterapia (30 vagas) no município de Tucuruí; de enfermagem (20 vagas) em Altamira; de licenciatura em Pedagogia (40 vagas) em Barcarena; e licenciatura em música (30 vagas) em Marabá, bem como ampliação de 20 para 40 vagas do curso de Medicina também para Marabá. Além desses cursos, retorna-se a oferta do curso de licenciatura em Letras Libras, com 50% das vagas para ouvintes e 50% para surdos ou deficientes auditivos por meio do Prosel/Enem.

Os interessados em participar do certame devem se inscrever exclusivamente por meio do endereço eletrônico www2.uepa.br/prosel, de 12 de outubro até 8 de novembro de 2018. O pagamento da taxa de inscrição para os candidatos não isentos, no valor de R$ 60,00, deve ser realizado até 9 de novembro. Não serão registrados pagamentos após esse prazo.

No ato da inscrição, o candidato deverá preencher o cadastro com os dados pessoais, bem como as informações relativas ao Prosel e de sua inscrição no Enem. Ao final, será emitido um número de protocolo da operação. É de inteira responsabilidade do candidato o correto preenchimento das informações solicitadas, assim como a impressão e a certificação dos dados constantes no comprovante de solicitação de inscrição.

Para mais informações, acesse o edital completo em: http://www.uepa.br/pt-br/editais/edital-62-2018. Confira também no mesmo link a errata com ajuste no período de inscrições e o vídeo do edital em libras. Com informações / Secom.

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Educação

MEC anuncia R$ 400 milhões para implementar novo ensino médio

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O Ministério da Educação anunciou nesta quinta-feira (4) que vai destinar R$ 400 milhões para até 5 mil escolas implementarem o novo ensino médio até 2020.

O dinheiro poderá ser utilizado para adequação de infraestrutura, compra de equipamentos -como laboratórios e kits pedagógicos-, implementação de projetos pedagógicos e formação de professores.

“Para escolha das escolas, haverá priorização em relação ao índice socioeconômico”, disse o ministro da Educação, Rossieli Soares.

Uma escola com mil estudantes receberá cerca de R$ 200 mil, segundo o governo. O pagamento será feito em três parcelas, segundo Soares. A primeira delas, com 20% do valor destinado à cada escola, será feito em 2018.

Considerando o potencial de 5 mil escolas, serão beneficiados 1,6 milhão de estudantes do ensino médio, de acordo com o ministro.

Em evento no Palácio do Planalto, o Ministério da Educação também anunciou que vai disponibilizar outros R$ 200 milhões para pesquisa de avaliação do impacto da implantação das escolas de ensino médio em tempo integral. A verba será destinada, ainda neste ano, a escolas que vão adotar o tempo integral em 2019. O montante será proporcional, segundo o governo, à quantidade de alunos matriculados: R$ 2 mil anuais por estudante. As escolas pré-selecionadas têm em comum, segundo o governo, a alta vulnerabilidade socioeconômica e o mínimo de cem alunos matriculados no ensino médio.

O presidente, que também participou do evento, fez um discurso para defender que o correto é afirmar que não há caminho fora da Constituição Federal e que o país deve romper um “ciclo perverso” de mudar o Estado a cada duas ou três décadas.

IDEBOs resultados do Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica) de 2017, anunciados em setembro deste ano, confirmam a tendência já visualizada nos últimos anos da educação brasileira. Os resultados são melhores no primeiro ciclo do ensino fundamental, perdem força no ciclo final dessa etapa e praticamente ficam estagnados no ensino médio.

Parte do diagnóstico desse desafio aponta para o fato de que os alunos já chegam nesta etapa com grandes defasagens. Sobretudo pelas dificuldades nos anos finais do fundamental.

O governo Michel Temer tem usado os resultados negativos do ensino médio para argumentar em favor da urgência de se aprovar o texto referente a essa etapa da Base Nacional Comum Curricular.

“A chance de alcançarmos as metas estabelecidas é nula hoje no Ensino Médio. Neste ritmo, não cumpriremos as metas para 2021. Atreveria dizer que, se continuarmos neste ritmo, não cumpriremos em décadas”, disse o ministro da Educação, Rossieli Soares Silva, durante entrevista em Brasília. O texto do ensino médio tem sido criticado e há o risco de não ser aprovado neste ano no CNE (Conselho Nacional de Educação). A definição da base tem ligação direta com a reforma do ensino médio, aprovada por medida provisória pelo governo Temer em 2017. A reforma prevê flexibilização curricular e só passa a valer depois da aprovação da base.

Com a reforma, o ensino médio passa a ser organizado com uma área comum, referente a 60% da carga horária, e uma segunda parte a ser escolhida pelo aluno a partir de cinco áreas: ciência humanas, ciências da natureza, matemática, linguagens e educação profissional.

Há receio, entretanto, sobre a capacidade de todas as escolas e redes oferecerem uma variedade de itinerários, dado opções a todos os alunos. Mais de metade dos municípios do país só tem uma escola de ensino médio, dificultando a oferta de cinco opções para os estudantes.

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