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Saúde

Problemas na tireoide podem mudar seu comportamento de 3 maneiras

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📷 Kateryna Kon/Shutterstock

Se você tem sentido alterações em seu metabolismo, fique atento, pode estar sofrendo de problemas na tireoide. Segundo estudos da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, 60% da população sofrerá com nódulos na região em algum momento da vida. Além de mudanças no peso, a glândula também pode mudar até o coportamento, o que faz o seu tratamento ser de extrema importância.

Mudanças comportamentais causadas pela tireoide

Alterações de disposição

Sentir-se muito cansado ou disposto demais pode ser uma das mudanças causadas por problemas na tireoide. Enquanto o hipotireoidismo faz com que as pessoas se sintam sempre fadigadas e constantemente com vontade de dormir, o hipertireoidismo é o responsável por problemas de insônia e inquietação.

Mudança de humor

As alterações do hormônio produzido na glândula tireoide podem também influenciar no humor do paciente, assim como alteram sua disposição. Quem sofre com o hipotireoidismo está mais disposto a ficar deprimido, enquanto a irritabilidade é um dos sintomas do hipertireoidismo.

Depressão ou ansiedade

Em alguns casos, as mudanças de humor podem ir além e estar associadas a problemas emocionais mais sérios, como é o caso do surgimento da depressão e da ansiedade. Segundo alguns estudos, em tratamentos de depressão de pacientes com hipotireoidismo, a reposição hormonal pode ser mais eficiente do que o uso de antidepressivos.

Por sua vez, a ansiedade é um dos quadros de nível extremo de hipertireoidismo. Outra doença que pode ser consequência de problemas na tireoide é o transtorno bipolar.

É importante estar atento a esses possíveis sintomas por um motivo: é bastante comum que eles sejam tratados separadamente e que a doença primária seja deixada de lado. Por isso, ao sentir alterações em seu comportamento, cheque também como está a sua produção hormonal e faça um acompanhamento com seu médico.

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Saúde

DST pouco conhecida alarma médicos por resistência a antibióticos

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FOTO: KULOUKU/SHUTTERSTOCK

Uma infecção sexualmente transmissível pouco conhecida pode se transformar em uma superbactéria resistente a tratamentos com antibióticos mais conhecidos, segundo um alerta feito por especialistas europeus.

O Mycoplasma genitalium, ou MG, como é conhecido, já se mostrou resistente a alguns deles e, no Reino Unido, autoridades de saúde trabalham com novas diretrizes para evitar que o quadro vire um caso de emergência pública. O esforço é para identificar e tratar a bactéria de forma mais eficaz, mas também para estimular a prevenção, com o uso de camisinha.

O QUE É?

O Mycoplasma genitalium é uma bactéria que pode ser transmitida por meio de relações sexuais com um parceiro contaminado.Nos homens, ela causa a inflamação da uretra, levando a emissão de secreção pelo pênis e a dor na hora de urinar.Nas mulheres, pode inflamar os órgãos reprodutivos -útero e as tubas uterinas– provocando não só dor, como também febre, sangramento e infertilidade.

A infecção, porém, nem sempre apresenta sintomas.E pode ser confundida com outras doenças sexualmente transmissíveis, como a clamídia, que é mais frequente no Brasil.

PREOCUPAÇÃO

A ascensão da M. genitalium ocorre principalmente no continente europeu, mas, no Brasil, o Ministério da Saúde diz que monitora a bactéria tanto pelo aumento da prevalência quanto pelo aumento da resistência antimicrobiana.

Como a infecção por essa bactéria não é de notificação compulsória no país, ou seja, as secretarias de saúde dos Estados e municípios não são obrigadas a informar os casos, não se sabe quantas são as pessoas atingidas.

No entanto, segundo o Ministério da Saúde, estudos regionais demonstram que ela “é muito menos frequente que outros agentes como a N. gonorrhoeae (responsável pela gonorreia) e Chlamydia trachomatis (responsável pela clamídia) -que, quando não tratadas, também podem causar infertilidade, dor durante as relações sexuais e outros danos à saúde.

No Reino Unido, por outro lado, o quadro preocupa, segundo a Associação Britânica de Saúde Sexual e HIV (BASHH, na sigla em inglês).

A associação afirma que as taxas de resolução da infecção após tratamento com um grupo de antibióticos chamados macrolídeos estão diminuindo e que a resistência da M. genitalium  a esses antibióticos é estimada em cerca de 40% no Reino Unido. “Sessenta por cento das infecções permanecem sensíveis a macrolídeos como a azitromicina”, diz o médico Paddy Horner, da Associação Britânica de Saúde Sexual e HIV e responsável por desenvolver as diretrizes relacionadas à doença.

Segundo Horner, antes de 2009, quase todas as infecções por Mycoplasma genitalium eram sensíveis a esse grupo de antibióticos.

DIRETRIZES

Novas diretrizes detalhando a melhor forma de identificar e tratar a M. genitalium estão sendo lançadas no Reino Unido.

Já existem testes para detectar a bactéria, mas eles ainda não estão disponíveis em todas as clínicas da Inglaterra, onde os médicos podem, entretanto, enviar amostras para o laboratório da Public Health England -a agência executiva do Departamento de Saúde e Assistência Social – para obter um diagnóstico.

Peter Greenhouse, especialista em DSTs, recomenda às pessoas que tomem precauções.”Já é hora de o público aprender sobre o Mycoplasma genitalium”, disse ele. “É mais um bom motivo para por camisinhas nas malas das férias de verão -e realmente usá-las.”

No Brasil, o Ministério da Saúde afirma que “a realidade ainda é muito diferente da Inglaterra”, mas que é necessário identificar os casos e tratá-los “para interromper a cadeia de transmissão”. “Vale destacar que a camisinha masculina ou feminina é fornecida gratuitamente pelo Sistema único de Saúde (SUS), podendo ser retirada nas unidades de saúde de todo o país”, lembra.

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