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Pará

Primeiro Puxirum dá início aos preparativos do cenário cultural religioso do Çairé 2018

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Foto: Divulgação

Muitas características da cultura tradicional da área rural na Amazônia, especificamente o trabalho em comunidade foi vivenciado nesta terça-feira (21). A essência da Festa do Çairé despertou com os primeiros preparativos logo cedo pela manhã, às 7 h. O barulho dos fogos de artifício anunciaram o Puxirum no Ramal do Laranjal (área de mata privada) para a construção de parte da estrutura comunitária que receberá a festa do Çairé 2018.

Aproximadamente 80 pessoas estiveram envolvidas nesse trabalho coletivo e foram distribuídas em três grupos. Destes, dois adentraram a mata. O primeiro grupo, em sua maioria formado por mulheres, fez a retirada de palharia. O segundo grupo foi em busca de flechais e esteios, sustentos da cobertura e o terceiro grupo ficou com a responsabilidade de preparar o almoço, ao fogo de lenha com o uso de resíduos de madeira morta.

O grupo da cozinha preparou um delicioso cozidão de carne vermelha, verduras e feijão rajado mantendo a tradição do cozimento no fogo a lenha improvisado a partir dos pedaços de madeira e resíduos de árvores mortas da mata. Na orientação da cozinha da própria casa entrou em cena uma das estreantes do rito do Çairé, Iracilda Lobato Costa, 67 anos de idade, no personagem da Juíza. “É uma responsabilidade muito grande, eu tenho que participar de todos os trabalhos, estou com um dos papéis centrais do Rito Religioso. Tenho satisfação em servir no Puxirum”, disse.

O secretário municipal de cultura Luis Alberto Figueira afirmou que o Puxirum é a base do evento trisecular. “O trabalho em conjunto, a demonstração de cooperativismo e amizade. O Puxirum é fundamental para o êxito desse grande evento que é a Festa do Çairé. Nós estamos prestigiando e acompanhando para que tudo saia na normalidade”, destacou o titular da pasta da cultura no município.

A ação coletiva provocou a curiosidade de visitantes do balneário. Três acadêmicos do curso da Universidade de Brasília (UnB), foram até a atividade com o propósito de produzir um documentário independente sobre o Restaurante Caranazal, situado na Comunidade Caranazal, próxima a Vila de Alter e sobre o proprietário Luis Alberto Garcia, a respeito da vida artística na musicalidade ligada ao Çairé.

“Queremos capturar a história do restaurante, as particularidades voltadas ao meio ambiente e culinária, e também sobre Luis Alberto, cantor e compositor de músicas regionais, e a forte ligação com a Festa do Çairé. E assim compreendemos o que é o Çairé no segmento cultural, religioso e festivo. Vamos finalizar neste sábado as filmagens, logo retornamos a Brasília, e faremos a pós-produção. E o produto final vamos primeiro tentar os Festivais de Cinema, disponibilizados online, e depois buscar o interesse das TVs abertas para exibição. O objetivo maior é devolver esse trabalho a comunidade de Alter do Chão que nos recebeu muito bem. E estamos registrando esse momento do Puxirum”, explicou uma das acadêmicas.

Cleuton Sardinha, componente da coordenação do Çairé destacou que o êxito da atividade se repetiu este ano, pelo envolvimento dos comunitários e do governo municipal. “Contamos com a presença do secretário municipal de cultura, Luis Alberto Figueira pela segunda vez e dos comunitários que abraçam esse trabalho em prol do Çairé. Vamos inovar acrescentando mais duas barracas médias, do Juiz e Juíza. Algumas peças serão reaproveitadas do ano passado, a exemplo, a cobertura de palha do barracão. Ainda nesta quinta-feira (23) será realizada, na Praça do Çairé, outra etapa do Puxirum onde será feito a abertura das palhas. E no dia 29 de agosto, o terceiro, quando iniciaremos a armação das estruturas”, especificou o representante.

A Comissão Organizadora do Çairé reforça que desde janeiro de 2017, as datas da Festa do Çairé já estão definidas até o ano de 2020. No ano de 2017, a Festa do Çairé ocorreu no período de 21 a 25 de setembro.

Datas do Çairé até o ano de 2020

Ano      Período
2018   20 a 24 de setembro
2019 19 a 23 de setembro
2020    17 a 21 de setembro

Mais informações:

Alciane Ayres – Assessora de Comunicação da Semc
Contato: (93-99179-4634 / 98130-8014) / ascom.semc.stm@gmail.com

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XII Festival de Bandas e Fanfarras encerra com desfile das campeãs

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Foto: Mauro Nayan

As campeãs do XII Festival de Bandas e Fanfarras de Santarém desfilaram na noite de segunda-feira (17), no estádio Colosso do Tapajós. O Festival ocorreu no último final de semana, 14 e 15 de setembro.

Na categoria Banda de Percussão desfilaram as escolas: Tiago Xisto de Aragão (Lago Grande), 1º lugar com 290,9 pontos e a Corporação Musical Estrela Negra, 2º lugar com 285,6 pontos. Na categoria Banda Musical: Maria de Lourdes Almeida, 1º lugar com 352,9 pontos; Álvaro Adolfo da Silveira, 2º lugar, com 352,6 pontos e Almirante Soares Dutra, 3º lugar, com 351, 2 pontos.

Desfilaram também as demais agremiações campeãs. Na categoria Banda de Percussão: Escola Municipal da comunidade de Boa Fé (Lago Grande), 3º lugar com 285,2 pontos.

As escolas vencedoras da categoria Fanfarra Simples: a Escola Inglês de Souza (Óbidos), 1º lugar, com 313,9 pontos; A Escola Municipal Vila Nova (Lago Grande), 2º lugar, com 313,4 pontos e a escola São José (Óbidos), 3º lugar com 313,1 pontos, não se apresentaram, pois retornaram às suas localidades logo depois das apresentações de domingo.

A secretária municipal de Educação de Santarém Mara Belo avaliou positivamente o XII Festival de Bandas e Fanfarras. Segundo ela, em todas as etapas do festival foi oferecido a população um espetáculo de qualidade. “Por esses resultados tão positivos o festival faz parte do calendário cultural do município de Santarém. É a história viva de nossa cidade demonstrada através de ritmos, harmonia, coreografia e criatividade das bandas e fanfarras. A realização do evento é um compromisso da gestão pública municipal. Agradecemos as demais secretarias que nos ajudaram, as instituições de seguranças, a população que prestigiou o evento, as escolas, os diretores, professores e os alunos, bem como a equipe de coordenação do festival que foi brilhante em todas as etapas”, exaltou.

A premiação que será utilizada para a aquisição de novos instrumentos será entregue até o final do mês de outubro para os vencedores dos festivais de 2017 e 2018. Em reunião com os vencedores dos dois festivais, juntamente com a equipe técnica da Semed foi informado que todos os procedimentos para compra foram cumpridos, mas como duas das três empresas vencedoras da licitação são de Santa Catarina e de Goiás há um prazo para fazer a entrega. Após todos os instrumentos chegarem a secretaria fará a entrega.

O coordenador do XII Festival de Bandas e Fanfarras José Maria Lira afirmou que o evento foi gratificante considerando principalmente a participação das escolas e do público que compareceu para prestigiar as apresentações nas três noites, superando a previsão de 20 mil pessoas. Lira observou que a apresentação das bandas e das fanfarras no desfile das campeãs foi sem o peso da disputa, com mais elegância e descontração, apresentando inclusive outros números do repertório. “Trata-se de um momento ímpar, satisfatório. É gratificante coordenar um evento tão grandioso como este, claro com a ajuda de uma equipe tão competente e comprometida com o que faz e que realiza tudo muito bem feito”, elogiou.

A coordenadora da Escola de Arte Emir Hermes Bemerguy Monique Marinho que em conjunto com o professor Júlio Heleno é responsável pelo apoio técnico, disse que se sentiu feliz em poder fazer parte do momento que já é histórico para Santarém. Monique destacou ainda que o processo de apuração foi bastante tranquilo, haja vista que as escolas são bem organizadas.

O regente de banda da Escola Almirante Soares Dutra Lucas Ibi destacou a organização do XII Festival de Bandas e Fanfarras de Santarém: “A organização foi belíssima, envolvendo a apresentação de todas as bandas. Só temos a agradecer pela estrutura montada pelo município e pela evidente preocupação da coordenação com todas as bandas que participaram do evento”, analisou.

Para o professor de artes e coordenador geral da banda da escola Álvaro Adolfo da Silveira Roniclei Batista Vieira tudo é fruto de muito trabalho da coordenação, do regente José Cândido, dos coreógrafos Ádresson e Gisele e, principalmente, dos alunos e ex-alunos componentes da banda que fazem o Festival acontecer. E aproveitou para parabenizar a coordenação do evento pela mudança da Avenida Tapajós para o estádio Colosso do Tapajós o que proporcionou conforto, segurança às bandas e fanfarras e ao público que prestigiou o evento.

O regente da Corporação Musical Estrela Negra, Diego Castile destacou que mesmo diante da luta que a entidade enfrenta diariamente com relação aos ensaios e a logística a participação da banda foi maravilhosa. O regente também falou sobre o fato da Corporação Musical Estrela Negra não pertencer a uma escola tradicional como as demais, no entanto explicou que a banda está ligada ao Cras de São José Operário onde instalou uma escola de música e tornou-se um projeto social aberto à comunidade.

O regente da escola Tiago Xisto de Aragão, que conquistou o 1º lugar no Festival, Márcio Rodrigo de Sousa disse que os objetivos da banda foram alcançados ao conquistar o primeiro lugar da categoria Banda de Percussão. Foram cinco dias intensos. A escola trouxe como tema: “Mistura de ritmos”, que abriu um leque de possibilidades para que a banda tocasse de tudo um pouco.

Sobre a organização do festival, o regente disse que a coordenação fez um trabalho impecável, principalmente, quando permitiu que o evento retornasse ao estádio, garantindo conforto e comodidade tantos as bandas quanto ao público.

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