Conecte-se conosco

Política

Parece ‘Escolinha do Professor Raimundo’, disse tucano sobre votação

Publicado

em

 Na sessão que rejeitou o prosseguimento da denúncia contra Temer (PMDB), houve de tudo: notas falsas de dinheiro atiradas ao ar, provocações mútuas entre base aliada e oposição, bonecos infláveis aludindo ao ex-presidente Lula, e, como disse um deputado do PT do B, “burrice e traição”.

Houve quem comparasse o plenário às trapalhadas da “Escolinha do Professor Raimundo”, humorístico da Globo consagrado por Chico Anysio.

Veja alguns dos acontecimentos da sessão de quarta-feira (2):

MÁ POLÍTICA

Antes da votação, Beto Mansur (PRB-SP), um dos principais governistas, afirmou ao oposicionista Silvio Costa (PT do B-PE): “O governo Temer vai sair maior do que entrou”. Costa concordou: “Sim, vai sair, vocês são profissionais”, respondeu a um sorridente Mansur. Mas logo completou, seguindo em frente: “Profissionais da má política.”

MEA CULPA

Costa disse que a oposição iria sair derrotada nesta quarta por “burrice” e “traição”. “Perdemos o impeachment por burrice e incompetência. Hoje perdemos por burrice e traição.”

DUPLA FACE

O ministro Antônio Imbassahy (Secretaria de Governo) quase se confundiu na hora de votar um requerimento. Seu partido, o PSDB, tinha orientado posição contrária ao encerramento de discussão, mas o governo queria acabar logo com o debate. “Acho que vou seguir as orientações do PMDB hoje”, brincou.

5ª SÉRIE

Após a confusão em que deputados jogaram notas de dinheiro para o alto e atiraram bonecos de Lula de um lado para outro, um tucano comentou: “isto aqui está parecendo ‘Escolinha do Professor Raimundo'”.

ALTA FORÇADA

Em busca de quorum para abrir a votação, o deputado Beto Mansur (PRB-SP) ligou até para o colega Roberto Balestra (PP-GO), que disse estar de licença médica, pedindo para que ele fosse à Câmara. “Que licença médica? Você está aqui perto? Consegue chegar em quanto tempo?”, perguntava Mansur, ao telefone. Balestra acabou aparecendo, reclamando de dores em um dos pés.

JUNTOS

Em uma rara posição coincidente, PT e PSDB orientam suas bancadas a votar “não”, ou seja, a favor da denúncia contra Temer.

DECEPÇÃO

De saída do PSC, partido da base de Michel Temer, Jair Bolsonaro (RJ) disse que “se decepcionou” com o governo ao ver as imagens do assessor do presidente Rocha Loures correndo com uma mala de dinheiro. “A gente se decepciona com gente querida. Esposa, filho, pai. Por que não vai se decepcionar com uma imagem daquelas?”, afirmou.

TATUAGEM

Quando Wladimir Costa (SD-PA) terminava seu discurso, parlamentares da base começaram a fazer troça com a tatuagem que o deputado fez em homenagem a Temer: “Mostra, mostra!”

TIRIRICA

Assim como no impeachment, Tiririca (PR-SP) investiu no visual e veio de terno. Geralmente vai à Câmara de calça jeans e blazer. “Minha mulher falou ‘olha, hoje é como se fosse o impeachment, vai de terno’. Apesar de o PR ser da base, o deputado votou contra Temer.

‘TÔ FORA’

Ministros do núcleo político do governo chegaram a pedir que o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), não pautasse novamente a análise da denúncia. A aliados, Maia disse que não era “super-homem” e não peitaria a Procuradoria-Geral da República dessa maneira.

FORA DO AR

O “Jornal Nacional” não foi exibido devido à transmissão ao vivo da votação. A exibição de duas novelas também foi cancelada.

Continue lendo
Ad
Comentários

Política

Ministra Rosa Weber é eleita presidente do TSE e sucede Luiz Fux

Publicado

em

Foto: Carlos Humberto/ SCO STF

ministra Rosa Weber, do Supremo Tribunal Federla (STF), foi eleita nesta terça-feira (19) nova presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O ministro Luís Roberto Barroso será vice-presidente. As informações são do G1.

A magistrada obteve seis dos sete votos, em eleição secreta. Ela sucede o ministro Luiz Fux no comando da Corte a partir de 14 de agosto. Gaúcha, Rosa é formada pela Faculdade de Direito da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).

Rosa se tornou ministra do STF em dezembro de 2011, indicada pela presidente Dilma Rousseff. Ele integra o quadro de ministros efetivos do TSE desde maio de 2016, quatro anos após ter assumido como ministra substituta do tribunal.

Continue lendo
Ad

Facebook

Brasil

Ad

Mundo

Mais Vistas