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Ciência

O que é o fenômeno que fez 3 Sóis brilharem no céu de China e Suécia?

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Foto: Shutterstock

Um mesmo fenômeno celeste surgiu nos céus da China e da Suécia pouco antes da virada de ano para 2018. Quem olhou para cima observou um evento raro acima da linha do horizonte: aparentemente havia três sóis à vista.

Este evento, que povos antigos tratavam como premonição e que está catalogado pela ciência desde o filósofo Aristóteles, não passa, contudo, de uma ilusão de ótica.

O nome popular do fenômeno, que é um tipo de halo solar, é parélio – o termo se refere aos “pares” do Sol que se formam. Em inglês, é conhecido como “sun dogs” – não se sabe a origem do termo, mas uma das hipóteses é ser uma referência ao fato de perseguirem o Sol como dois cachorros.

Como os “cães do Sol” se formam no céu?

Não há nada de místico nos três sóis que aparecem no céu. Trata-se de um fenômeno óptico que ocorre na atmosfera terrestre: quando a luz solar cruza a troposfera, a 10 mil metros de altura, a reflexão e a refração causada pela presença de pequenos cristais de gelo nas nuvens cirrus pode espalhá-la como um domo em torno do Sol.

Quando os cristais de gelo formam placas entre as nuvens cirrus eles acentuam sua capacidade de agir como prisma de luz. Assim, promovem a deflexão dos raios solares em pelo menos 22 graus (um tipo de “deformação” que muda a trajetória da luz) e a luz solar é refratada horizontalmente. O resultado disso são dois pontos de brilho, similares ao próprio Sol, um à sua esquerda e outro à sua direita.

O funcionamento óptico deste evento é similar ao do arco cincunzenital, nome oficial do “arco íris invertido”, fenômeno visto na cidade paulista de Arealva.

História dos parélios

O primeiro registro que se tem notícia deste evento é de ninguém mais, ninguém menos que Aristóteles. Habitante da Grécia Antiga entre 384 a.C. e 322 a.C., ele escreveu que “duas simulações de sóis surgiram com o Sol e o seguiram o dia todo, até o pôr do Sol”.

Há diversos relatos e influências na arte e na filosofia. O quadro Vädersolstavlan, de 1535, é considerado a primeira representação de Estocolmo, capital sueca, e retrata o parélio na tela. Nos livros, o dramaturgo inglês William Shakespeare cita uma ocorrência na peça Henrique VI e o filósofo René Descartes o descreve após vê-lo em Roma em 1629.

Fonte: VIX

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Ciência

Arqueólogos descobrem túmulo antigo com esqueletos em formação de espiral no México

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Foto: Instituto Nacional de Antropologia e História/INAH

Arqueólogos mexicanos descobriram um local de enterro de 2.400 anos de idade no qual dez esqueletos estavam meticulosamente posicionados em uma formação circular e com as partes de seus corpos interligadas. Os pesquisadores nunca viram nada parecido, com sinais apontando para uma prática ritualística anteriormente desconhecida.

A incrível descoberta foi feita próxima do centro de Tlalpan, uma cidade ao sul da Cidade do México. A antiga vila associada com esse túmulo foi descoberta em 2006, e arqueólogos do Instituto Nacional de Antropologia e História (INAH) têm conduzido escavações nela e em seu entorno desde então. Os corpos foram encontrados apenas 1,2 metro abaixo de um edifício na Universidad Pontificia de México, que costumava ter salas, uma pequena capela e dormitórios para padres.

Foto: Instituto Nacional de Antropologia e História/INAH

Dos dez corpos descobertos na sepultura, os arqueólogos do INAH confirmaram a presença de duas mulheres, um homem, uma criança e um bebê. Pelo menos dois esqueletos parecem ter crânios deformados de propósito, e alguns têm dentes intencionalmente deformados, de acordo com uma análise preliminar. Potes de argila e tigelas arredondadas com pequenas aberturas circulares também foram encontradas no local.

Sinais de deformação craniana entre os restos dos antigos mesoamericanos não é nada novo — isso provavelmente foi feito para significar uma afiliação a um grupo, demonstrar status social ou como uma melhoria cosmética. Mas é a orientação dos corpos no túmulo que é particularmente notável.

Foto: Instituto Nacional de Antropologia e História/INAH

Os esqueletos foram postos em uma formação espiral em torno de um ponto concêntrico — como que para sugerir que os corpos estivessem em movimento em torno de uma figura central como uma roda.

“Havia um indivíduo por cima do outro, por exemplo: a cabeça do indivíduo sobre o peito do outro, as mãos de um indivíduo sob as costas do outro, o bebê sobre o corpo de outro”, disse Jimena Rivera, diretora do Projeto de Escavação e Salvamento Arqueológico na Universidad Pontificia de México, em entrevista ao site Noticieros Televisa. “Então, eles estavam relacionados”, acrescentando que não havia registro prévio de “um enterro com esse arranjo”.

Cada corpo foi colocado de lado, com os ossos dos braços interligados. Não está imediatamente claro se as pessoas morreram de causas naturais, algum tipo de calamidade grupal ou se foram deliberadamente assassinados. Embora o propósito exato ou a razão para o túmulo sejam desconhecidos, os pesquisadores suspeitam de que ele tenha sido parte de um ritual elaborado.

Foto: Mauricio Marat/Instituto Nacional de Antropologia e História/INAH

“Acreditamos que poderia ser uma interpretação da vida, porque os indivíduos têm diferentes idades: tem um bebê, uma criança, uma criança um pouco mais velha, jovens adultos, adultos e um adulto mais velho”, disse Rivera.

Essa antiga vila Tlalpan, um dos assentamentos mais antigos da região, data do período Pré-clássico do México, que foi de 1000 a.C. a 250 d.C. Foi muito antes da ascensão do grande Império Azteca, que teve seu ápice entre os séculos XIV e XVI. Essa vila em particular existiu entre a fase Ticomán (400-200 a.C.) e a fase Zacatenco (700 a 400 a.C.). Naquela época, a região tinha uma área arborizada, terra fértil e cachoeiras com água fresca.

Arqueólogos já encontraram vários enterros mesoamericanos antes, embora com menos corpos. Os pesquisadores do INAH dizem que vão continuar a estudar esses ossos e os artefatos para ter uma imagem mais clara do que aconteceu.

As Informações são do Instituto Nacional de Antropologia e Historia via National Geographic

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