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Nódulo na tireoide é perigoso? Significa câncer? Médica tira dúvidas

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FOTO: SHUTTERSTOCK

A presença de um caroço na tireoide, glândula localizada na região do pescoço, pode deixar muita gente assustada diante da possibilidade de um câncer ou alguma outra condição grave de saúde. Mas a característica nem sempre representa perigo ou mesmo indica uma doença.

De acordo com a endocrinologista Dra. Laura Ward, professora da Unicamp e ex-presidente do departamento de Tireoide da SBEM (Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia), um nódulo é o principal sinal do câncer de tireoide, mas isso não representa necessariamente malignidade. A especialista afirma que só um médico pode garantir o diagnóstico e que, na maioria dos casos, os nódulos são benignos.

O que é câncer na tireoide?

tumor na tireoide, mais comum entre mulheres, é um tipo raro de câncer que costuma não apresentar sintomas. Seu desenvolvimento ocorre dentro da glândula, que tem como objetivo a produção de hormônios essenciais para controlar diversos órgãos e funções do corpo humano.

A endocrinologista diz que estudos que acompanham a progressão de tumores de tireoide, um deles, com um seguimento de mais de 20 anos, mostrou que menos de 5% desses cânceres crescem mais que 30 mm a cada dez anos e que que muitos deles não incomodam e nem colocam a vida do paciente em risco.

Câncer na tireoide: diagnóstico e tratamento

A identificação do tumor na tireoide costuma ocorrer pela identificação do nódulo, que pode ser feito durante o exame clínico com um médico ou mesmo através de um autoexame simples, que a pessoa pode fazer em casa. Há também uma ferramenta online que verifica sintomas de doença na tireoide, disponibilizada pela empresa farmacêutica Merck.

Porém, somente o exame com um médico especialista é capaz de cravar o diagnóstico e indicar o tratamento. Em alguns casos, também são feitas ultrassonografias que são capazes de detectar nódulos ainda pequenos e, por isso, impossível de serem sentidos pelo tato. A detecção precoce facilita o tratamento e aumenta as chances de cura, que chega a 90%.

tratamento de câncer na tireoide varia de paciente para paciente, visto que devem ser analisados fatores como tipo de tumor e órgãos atingidos. Grande parte dos casos exige a cirurgia de retirada ou remoção parcial da glândula.

Radioterapia, iodoterapia, quimioterapia e uso de medicamentos alvo-molecular também podem ser opções de tratamento para pacientes com carcinoma na tireoide. Não há alimentos e nem hábitos que possam evitar a doença, normalmente assintomática. Portanto, é importante procurar orientação médica imediata assim que notar qualquer alteração na anatomia do pescoço, como nódulos. Com informações do Vix

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Saúde

Futuro presidente terá de enfrentar financiamento do SUS

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Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil

A revitalização do Sistema Único de Saúde (SUS), responsável pelo atendimento exclusivo de cerca de 75% da população brasileira, hoje estimada em 208,5 milhões de pessoas, está entre os principais desafios do próximo presidente da República, juntamente com a segurança pública e a geração de empregos. Segundo dados do Ministério da Saúde, o SUS é um dos maiores sistemas de saúde do mundo: em 2017 foram realizados 3,9 bilhões de atendimentos na rede credenciada.

Entre os procedimentos mais frequentes, ao longo do ano passado, estão, por exemplo, consulta médica em atenção básica e especializada, visita domiciliar, administração de medicamentos em atenção básica e especializada, aferição de pressão arterial e atendimento médico em UPA (Unidade de Pronto Atendimento). A estrutura do SUS em todo o Brasil envolve 42.606 unidades básicas de saúde e o mesmo número de equipes do programa Saúde da Família, 596 UPAs, 2.552 centros de atenção psicossocial (Caps), 1.355 hospitais psiquiátricos, 436.887 leitos, 3.307 ambulâncias, 219 bancos de leite humano e 4.705 hospitais conveniados (públicos, filantrópicos e privados).

Para financiar essa rede de atendimento, a pasta da Saúde tem o maior orçamento da Esplanada dos Ministérios. Em 2018, a previsão no Orçamento Geral da União é de R$ 130,2 bilhões, sendo R$ 119,3 bilhões para ações e serviços públicos. Quem está na ponta do sistema, no entanto, reclama de subfinanciamento da saúde pública.

Diagnóstico

Segundo o presidente do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), Leonardo Vilela, as verbas federais são “absolutamente insuficientes” para custear o sistema público, o que vem obrigando os estados e os municípios a ampliarem sua participação. Isso, conforme Vilela, resulta em hospitais privados conveniados quebrando, filantrópicos endividados e atendimento precário nos hospitais públicos. “Se o próximo presidente não resolver a questão do financiamento, o sistema vai entrar em colapso”, afirmou.

O diagnóstico do presidente do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems), Mauro Guimarães Junqueira, segue a mesma linha. “Os repasses federais vêm caindo nos últimos tempos. Não levam em conta aumento da população, nem o aumento do desemprego que joga mais pessoas no SUS, nem o envelhecimento da população, com consequente aumento das doenças crônicas. Também não considera os avanços tecnológicos, que custam caro”, argumentou.

Cálculos feitos pelos dois conselhos, com base em dados do Sistema de Informações sobre Orçamentos Públicos em Saúde (Siops), do Ministério da Saúde, mostram uma linha decrescente no fluxo de recursos federais para financiamento da saúde pública. Em 1993, a participação da União era de 72%, dos municípios, 16%; e dos estados, 12%. Em 2002, a União entrou com 52,4% das verbas, os municípios, com 25,5%; e os estados, com 22,1%.

No ano passado, a União aplicou R$ 115,3 bilhões em saúde, o que representa 43,4% do total de recursos públicos investidos no SUS. Os municípios entraram com R$ 81,8 bilhões (30,8%), e os estados com R$ 68,3 bilhões (25,8%).

Os dois secretários reconhecem a necessidade de melhorar a gestão do sistema público, por meio do treinamento e capacitação de gestores dos hospitais e unidades de saúde, mas argumentam que, ainda assim, a verba é insuficiente para atender a demanda da população. Segundo Vilela, a crise econômica, além de reduzir a arrecadação de impostos, colocou no sistema os trabalhadores desempregados que perderam planos de saúde, sobrecarregando ainda mais a rede pública. “Até para melhorar a gestão precisamos de mais recursos, pois um dos caminhos, a informatização, custa dinheiro”, disse.

Para o Conasems, um dos caminhos para ampliar o financiamento da saúde pública é a revisão da política de isenções fiscais concedidas a setores produtivos. “As desonerações representam mais do que o dobro do orçamento do Ministério da Saúde”, afirmou. Além disso, os conselhos defendem revisão das competências dos três entes da Federação e da repartição da arrecadação, bem como de leis que engessam a administração pública, refletindo diretamente na gestão do sistema de saúde.

Referência

Apesar das dificuldades, o Ministério da Saúde vê no SUS áreas de referência mundial. São bons exemplos a terapia antirretroviral, o sistema público de transplantes, o programa de imunizações, o banco de leite materno e a assistência farmacêutica. O SUS fornece 22 antirretrovirais, em 38 apresentações farmacêuticas, para o tratamento de portadores do HIV em todo o país. A organização do banco de leite humano brasileiro é referência para 40 países, sendo que 23 têm cooperação internacional com o Brasil para utilização do modelo.

Segundo o Ministério da Saúde, o SUS mantém o maior sistema público de transplantes de órgãos do mundo, servindo de referência para outros países. No Brasil, 87% dos transplantes de órgãos sólidos são feitos no SUS, cujo paciente tem acesso à assistência integral – exames preparatórios, cirurgias, acompanhamento e medicamentos pós-transplantes.

A rede brasileira tem centrais de transplantes nas 27 unidades da Federação e conta com 13 câmaras técnicas nacionais, além de 494 estabelecimentos que realizam transplantes e 1.244 equipes habilitadas. Há também 70 organizações de busca de órgãos e 62 bancos de tecidos.

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