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Líbano quer impedir construção de muro por Israel

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Foto: Reuters

Conselho Superior de Defesa do Líbano prometeu que tentará impedir a construção de um muro na fronteira com Israel.

Para os libaneses, a obra afetaria as relações na região, que é próxima às águas do Mediterrâneo, ricas em gás e petróleo. Já Israel afirma que o muro ocupará somente uma área que pertence a seu território.

A zona em questão fica na “Linha Azul”, local que a Organização das Nações Unidas (ONU) demarcou como fronteira entre os países, após a retirada dos militares israelenses do Líbano, em maio de 2000.

Desde então, a situação na região encontra-se estável, com exceção de um confronto em 2006, quando Israel entrou em guerra com o Hezbollah – movimento xiita armado libanês.

O conflito durou aproximadamente um mês e deixou mais de mil civis libaneses mortos, além de 160 israelenses. Em 2017, a tensão tomou conta da região novamente, quando foram descobertas fontes de petróleo na costa de Beirute, capital do Líbano.

Com informações da ANSA.

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Bombardeios do regime sírio deixam ao menos 250 mortos desde domingo

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Foto: AFP / Abdulmonan Essa

Pelo menos 250 civis, entre eles dezenas de crianças, morreram desde domingo nos violentos bombardeios das forças do regime sírio contra o reduto rebelde de Guta Oriental, perto de Damasco, apesar dos pedidos da ONU para que se dê fim a “esse sofrimento sem sentido”.

O balanço da ofensiva, prévia a um ataque terrestre contra esta região próxima de Damasco, o último reduto no país dos opositores ao regime do presidente Bashar Al Assad, superou uma centena de civis mortos apenas nesta terça-feira, segundo o Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH).

A ONG informou que o hospital de Arbin foi bombardeado duas vezes pelos russos – no que seria o sétimo caso em dois dias.

De acordo com o OSDH, essa é a primeira vez em três meses que a Rússia faz ataques a Guta Oriental, uma região até o ano passado chamada de “zona de distensão”.

Um fotógrafo da AFP viu um caça-bombardeiro russo Sukhoi Su-34 sobrevoar Arbin.

A ONU informou que seis hospitais foram atacados nas últimas 48 horas em Guta Oriental, e que três ficaram desativados.

“Estou chocado e entristecido pelas informações de ataques horríveis contra seis hospitais de Guta Oriental durante as últimas 48 horas”, disse Panos Moumtzis, coordenador regional do escritório de Assuntos Humanitários para a crise síria nas Nações Unidas.

“Nenhuma palavra pode fazer justiça às crianças assassinadas, a suas mães, a seus pais e a seus entes queridos”, reagiu o UNICEF em comunicado publicado nesta terça.

Contudo, a oposição síria no exílio denunciou uma guerra de extermínio e o silêncio total ante os crimes do regime Assad na guerra, que começou há quase sete anos.

– Hospitais improvisados –

Pessoas feridas não paravam de chegar aos hospitais improvisados da região. Faltam leitos para muitos feridos, que acabam sendo tratados no chão.

“Recebemos um menino de 1 ano, o corpo estava azul, seu coração mal batia. Quando abri sua boca para entubá-lo, vi que estava cheia de areia. Foi retirado debaixo dos escombros”, lembrou o médico Abu Al Yusr.

“Tirei rapidamente a areia da boca, mas tinha chegado aos pulmões. Limpamos, e ele voltou a respirar”, disse o médico emocionado, destacando que tem atendido centenas de casos assim.

“Uma mulher grávida de sete meses, com uma hemorragia cerebral grave, foi transportada para um hospital de Hamuria. Ela acabou não resistindo aos seus ferimentos e não conseguimos salvar o feto”, lamentou.

– ONU, EUA e França condenam –

O secretário-geral da ONU, António Guterres, está “profundamente alarmado” com a escalada da violência na província síria de Guta Oriental, onde morreram mais de 250 civis, entre eles dezenas de crianças, desde domingo, em ataques das forças do regime.

“O secretário-geral está profundamente alarmado pela escalada em Guta oriental e seu devastador impacto sobre os civis”, disse nesta terça-feira seu porta-voz, Stephane Dujarric.

Guterres urgiu a todas as partes a manter os princípios básicos do direito humanitário, inclusive a proteção de civis.

Mais cedo, Estados Unidos e França manifestaram preocupação com a escalada da violência na Síria nesta terça.

Em Washington, a porta-voz do Departamento de Estado americano, Heather Nauert, disse a jornalistas que “a cessação da violência precisa começar agora”. Ela criticou o que chamou de “táticas de sítio e inanição” do regime sírio.

Em Paris, o chefe da diplomacia francesa, Jean-Yves le Drian, alertou que “a situação na Síria se degrada consideravelmente” e “se não houver nenhum elemento novo, nós caminhamos rumo a um cataclisma humanitário”.

“Há uma urgência absoluta sobre este tema (…) Esta é a razão pela qual, a pedido do presidente da República [Emmanuel Macron], seguirei nos próximos dias para Moscou e Teerã”, apoiadores do regime do presidente sírio, acrescentou Le Drian, em discurso no Parlamento.

– Ofensiva ‘de larga escala’ –

O jornal sírio Al Watan, próximo ao regime de Assad, reportou nesta terça que os ataques aéreos em Guta “são um prelúdio de uma operação [terrestre] de larga escala, que pode começar a qualquer momento”.

Em 5 de fevereiro, o regime lançou uma ofensiva aérea de uma intensidade sem precedentes em Guta. Em cinco dias, deixou 250 mortos entre os civis e centenas de feridos.

Desde então, o exército reforça seus efetivos no entorno desta antiga zona agrícola, disputada desde 2013.

O regime quer recuperar esta zona para pôr fim aos disparos de morteiros e foguetes dos rebeldes na direção da capital.

Em um comunicado, a coalizão opositora acusa a Rússia, aliada do regime de Damasco, de tentar “enterrar o processo político” que busca uma solução para a guerra, que desde 15 de março de 2011 deixou mais de 340.000 mortos.

Desde meados de 2017, a Guta Oriental era, em teoria, uma das “zonas de distensão”, criadas por um acordo entre Rússia e Irã, os dois principais defensores do regime, e a Turquia, que apoia a oposição.

A guerra na Síria, que começou com a repressão brutal de manifestações que pediam reformas, se tornou um conflito extremamente complicado com o envolvimento de grupos extremistas e potências regionais e internacionais.

Paralelamente, na região de Afrin, noroeste do país, a Turquia executa desde 20 de janeiro uma ofensiva contra uma milícia curdo-síria, as Unidades de Proteção Popular (YPG), que considera um grupo “terrorista

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