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Inflação sobe 0,4% em maio pressionada por gasolina e energia elétrica

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Foto: Sergio Moraes/Reuters

Aumentos nos preços da gasolina e da energia elétrica pressionaram a inflação de maio, que ficou em 0,40%, acima dos 0,22% do mês anterior, informou nesta sexta (8) o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).De acordo com o IBGE, já foi possível sentir em alguns produtos os efeitos da greve dos caminhoneiros, principalmente no caso dos alimentos, cujos preços dispararam no fim do mês.

Em maio, o preço da batata subiu 17,51%, hortaliças tiveram alta de 4,15% e leite, de 2,65%.Assim, o preço dos alimentos teve alta de 0,32% no mês, ante queda de 0,35% em maio de 2017. Segundo o economista do IBGE Fernando Gonçalves, parte desta alta é reflexo dos aumentos de preços durante a greve.

Ele disse que, como a paralisação ocorreu na última semana do mês, o impacto deve se estender para o índice de junho. Os dados do IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) são coletados até o dia 29 de cada mês. Principais fatores de pressão, gasolina e energia elétrica responderam por 67% da inflação no mês.

Em maio, o preço da batata subiu 17,51%, hortaliças tiveram alta de 4,15% e leite, de 2,65%.Assim, o preço dos alimentos teve alta de 0,32% no mês, ante queda de 0,35% em maio de 2017. Segundo o economista do IBGE Fernando Gonçalves, parte desta alta é reflexo dos aumentos de preços durante a greve.

Ele disse que, como a paralisação ocorreu na última semana do mês, o impacto deve se estender para o índice de junho. Os dados do IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) são coletados até o dia 29 de cada mês. Principais fatores de pressão, gasolina e energia elétrica responderam por 67% da inflação no mês.

A gasolina, além dos reajustes da Petrobras, que somaram 8% no mês, também pode refletir efeitos da greve dos caminhoneiros, diz Gonçalves, que elevou os preços nas bombas no fim do mês. Em maio, o preço da gasolina subiu 3,34%. O preço da energia elétrica subiu 3,53% no mês, com reajustes de tarifas em alguns estados e mudança da bandeira tarifária para pagar o custo de térmicas.

No acumulado do ano, a inflação soma 1,33%, o menor índice desde o Plano Real. Em 12 meses, a inflação acumulada é de 2,86%, com forte impacto da gasolina, que subiu 21,48% no período e contribuiu com 0,81 ponto percentual no índice. Já os serviços tiveram deflação de 0,09%, a maior desde o início da série, em 2012. A última vez que o setor apresentou deflação foi em julho de 2014 (0,06%).

A queda dos preços foi puxada pelas passagens aéreas (queda de 14,71% no mês), mas também foi impactada pela crise. “O desemprego continua em níveis altos e as famílias ainda têm um certo receio de consumo”, disse o economista do IBGE. Apesar da alta em maio, a inflação oficial permanece abaixo da meta estabelecida pelo Banco Central, que é de 4,5% no ano, com tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.

Em 2017, o IPCA foi de 2,97% e ficou abaixo do piso da meta pela primeira vez na história, o que gerou a necessidade de justificativa pelo Banco Central. Em carta ao Ministério da Fazenda, o BC disse que a meta não foi cumprida por causa da queda dos preços dos alimentos. O último relatório Focus, do Banco Central, mostra que o mercado espera que o IPCA feche o ano em 3,65%, alta de 0,05 ponto percentual em relação à projeção da semana anterior. Com informações da Folhapress.

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Brasil é criticado na ONU por incapacidade de solucionar caso Marielle

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Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Entidades de direitos humanos discursaram nesta terça-feira, 18, no Conselho de Direitos Humanos da ONU denunciando o Brasil por conta das intervenção federal no Rio de Janeiro e pela incapacidade de dar uma resposta diante dos mais de seis meses do assassinato da vereadora Marielle Franco.

Observatório da Intervenção, Conectas e outras entidades se manifestaram em Genebra diante dos governos, alertando para a situação do País. O governo brasileiro deve dar uma resposta diante do mesmo Conselho da ONU até o final do dia.

Falando em nome do grupo, o coordenador de Dados do Observatório da Intervenção, Pablo Nunes, destacou “as violações de direitos humanos no contexto da intervenção federal na segurança pública do Rio de Janeiro”.

“Em sete meses, os crimes violentos não foram reduzidos e os confrontos entre organizações criminosas e a polícia aumentaram”, denunciou Nunes. “Mais de 916 pessoas morreram por forças de segurança no Rio, um aumento de 49% em comparação ao mesmo período do ano passado”, alertou.

Em seu site, o Observatório da Intervenção se apresenta como uma iniciativa do Centro de Estudos de Segurança e Cidadania da Universidade Candido Mendes (CESeC/Ucam). “Seu objetivo é acompanhar e divulgar os desdobramentos, os impactos e as violações de direitos decorrentes da intervenção federal no Estado do Rio de Janeiro a partir da documentação e da análise criteriosa sobre fatos e dados”, indicou.

No discurso diante da ONU, Nunes indicou que o Brasil tem visto um “aumento do uso de militares para a segurança pública e operações de ordem”.

“Nos últimos dez anos, 44 decretos autorizando o uso de forças militares em operações de segurança pública foram emitidos”, disse Nunes. “O resultado tem sido o aumento das violações de direitos humanos”, destacou.

A situação das investigações sobre a morte de Marielle Franco também foi destacada pelo grupo. “No dia 14 de março, a defensora de direitos humanos e vereadora Marielle Franco e seu motorista foram assassinados”, disse Nunes. “Até agora, o crime continua sem uma resposta e as autoridades fracassaram em identificar quem matou Marielle Franco e o motivo”, destacou.

“Pedimos que o governo brasileiro evite o uso de militares para operações de segurança pública e implementem uma política de segurança mais eficiente, baseada em inteligência, prevenção e rever seu modelo baseado na guerra às drogas”, disse o representante.

“Também pedimos que o governo nos de uma resposta sobre quem matou Marielle Franco”, completou. Na próxima quinta-feira, 20, a ONU vai receber ainda a presença da viúva da vereadora, Mônica Benício.

Conforme o jornal O Estado de S. Paulo revelou com exclusividade, o governo tampouco deu uma resposta aos relatores das Nações Unidas que, dias depois da morte de Marielle, insistiram em ter uma posição do Itamaraty sobre o andamento das investigações sobre o crime.

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