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Tecnologia

Google vai deixar de colaborar com Pentágono

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Foto: Pixabay

Google vai renunciar a uma colaboração em matéria de inteligência artificial com o Pentágono, um contrato que provocou uma grande agitação entre os funcionários da gigante tecnológica, foi anunciado na última sexta-feira (1º).

Um dirigente do grupo informou os empregados que o contrato com o Departamento de Defesa dos Estados Unidos não será renovado assim que expirar no próximo ano, informam o jornal New York Times e o site Gizmodo, citados pela France-Press. Questionada pela agência de notícias francesa, a Google não se manifestou sobre o assunto.

Avaliado pela imprensa em menos de dez milhões de dólares ( cerca de R$ 37 milhões), o contrato – sobre o qual a Google se mantêm discreta – desencadeou nas últimas semanas a indignação de milhares de funcionários da empresa, que consideravam esta colaboração com os militares contrária aos valores da gigante tecnológica.

Em meados de maio, uma petição lançada em fevereiro para pedir a Google para ficar de fora “do comércio da guerra” foi assinada por mais de 4 mil funcionários. Ainda assim, uma dúzia deles teria ameaçado se demitir do trabalho.

“Exigimos que o projeto ‘Maven’ seja anulado e que a Google escreva, torne pública e implemente uma política clara dizendo que a Google ou as suas subcontratadas nunca vão desenvolver tecnologia de guerra”, refere a petição.

O projeto em causa se concentra em drones e no uso de inteligência artificial para ajudar aqueles aparelhos a distinguir melhor os seres humanos dos objetos. Organizações como a Electronic Frontier Foundation ou o Comitê Internacional para o Controlo de Armas Robôs consideraram que isso abre caminho para a eliminação de toda a intervenção humana nas missões dos drones.

Os militares dos Estados Unidos e de outros países usam drones, remotamente controlados por pessoas, para missões de reconhecimento, inteligência ou efetuar bombardeamentos, como por exemplo no Afeganistão. A Google, mas também a Microsoft ou a Amazon, estão a tentar alcançar um contrato com o Pentágono que pretende utilizar a computação em nuvem. Com informações da Lusa.

Tecnologia

NASA finaliza desenvolvimento do único veículo lunar

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📷 Lusa

A NASA anunciou na sexta-feira (27) ter finalizado o seu único programa de desenvolvimento de um veículo lunar, apesar das declarações em finais do ano passado do Presidente norte-americano, Donald Trump, de que queria voltar a enviar astronautas à Lua.

O anúncio, feito no site da agência espacial, pegou de surpresa os próprios cientistas envolvidos no programa, denominado ‘Resource Prospector’ (RP), que deveria conduzir à construção de um veículo robotizado destinado a explorar as regiões polares da Lua.

+ Tecnologia: Nasa vai lançar satélite em busca de exoplanetas habitáveis

Segundo a France Press, os cientistas enviaram uma carta à NASA onde exprimem a surpresa pela decisão tomada.

“Tomamos agora conhecimento de que o RP foi suspenso a 23 de abril de 2018 e que a missão terá fim até final de maio”, referem os membros do ‘Lunar Exploration Analysis Group’ (LEAG) no correio eletrônico enviado a Jim Bridenstine, que lidera a agência, e publicado no site ‘NASAWatch.com’.

Os cientistas sublinham a “incredulidade e consternação” com que a notícia foi recebida na sua comunidade.

O robot lunar, cuja construção foi iniciada há cerca de dez anos, deveria ser o único do mundo capaz de explorar as regiões polares da Lua.

Seria ainda o primeiro módulo lunar norte-americano depois do Apollo 17, de 1972, e o primeiro veículo autônomo dos Estados Unidos sobre a Lua, com lançamento previsto para 2022.

A NASA indicou, em comunicado, que certos instrumentos do programa RP serão utilizados em futuros projetos da agência espacial, até porque diz ter prevista uma série de “missões robóticas graduais na superfície lunar”, sem fazer referência específica à anulação do programa RP.

A agência procura “evoluir progressivamente no sentido de veículos de aterrissagem maiores, capazes eventualmente de ser habitados”, indica apenas o comunicado.

Jim Bridenstine, confirmado esta semana na liderança da NASA, assegurou no Twitter que está empenhado na exploração lunar.

O Presidente dos Estados Unidos confirmou em dezembro do ano passado a vontade dos Estados Unidos de voltar a enviar astronautas para a Lua pela primeira vez desde 1972, a fim de preparar uma missão habitada em direção a Marte.

“Desta vez, não se trata apenas de colocar a nossa bandeira e de deixar as nossas pegadas. Estabeleceremos uma base para uma missão a Marte e talvez um dia mais além”, declarou Trump numa cerimônia na Casa Branca. Com informações da Agência Lusa.

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