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Saúde

Glaucoma: Saúde implementa ações para retomar atendimento

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Foto: Reprodução

Buscando minimizar os transtornos causados pela suspensão do atendimento aos pacientes cadastrados no Programa do Glaucoma no município, realizado pelas sete clínicas prestadoras do serviço em Maceió, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) vem adotando as providências necessárias para normalizar o atendimento e dar continuidade ao tratamento da doença.

A suspensão teria sido motivada pela redução de recursos que o Ministério da Saúde (MS) fez no teto financeiro do Programa do Glaucoma em Alagoas, após um estudo realizado em todo o País apontar um índice de casos de glaucoma muito acima da média nacional. Na posição de gestor macro da Saúde, o MS resolveu, em novembro do ano passado – após quase 10 anos de atividade de auditoria sobre o Programa – determinar o corte e a imediata adequação à realidade dos demais Estados brasileiros.

“Na capital alagoana, o teto financeiro caiu de R$ 1,3 milhão/mês para R$ 370 mil/mês. E imediatamente após a publicação da Portaria nº 3.011/2017, em novembro, tivemos a preocupação de comunicar as sete clínicas prestadoras desse serviço em Maceió que deveriam se adequar à nova realidade. Não há, portanto, uma justificativa aceitável para a suspensão dos serviços”, afirmou o diretor de Regulação, Controle, Avaliação e Auditoria da SMS, Deraldo Lima de Souza.

Ainda de acordo com Souza, mesmo após a publicação da Portaria, o município manteve em dezembro o compromisso de fazer o pagamento integral, ainda sem reduções, das obrigações financeiras devidas às clínicas prestadoras do serviço. Diante disso e do fato do serviço ser considerado essencial à saúde, o diretor reforça que não poderia ter havido qualquer suspensão.

“Estaremos nos reunindo nesta quarta-feira (07), no auditório da Secretaria, com os representantes das clínicas para informar as medidas que serão adotadas pela SMS e sensibilizá-los para uma imediata retomada do atendimento aos pacientes. Caso não haja um entendimento, porém, estamos dispostos a convocar o Ministério Público Estadual e também o Federal para buscar todas as providências necessárias para que os pacientes não sejam mais penalizados”, acrescentou Souza, que se dispôs a informar os resultados da reunião à imprensa após às 15h30.

Além dessa iniciativa, a SMS vai dar início, no próximo dia 19, a um recadastramento dos pacientes cadastrados no Programa do Glaucoma no município. Nesta primeira primeira etapa, passarão pelo recadastramento os 12 mil pacientes residentes em Maceió. Em um segundo momento, os demais 15 mil usuários do Estado cadastrados e atendidos com consultas e dispensação de medicação pelo Programa na Capital.

“Nosso objetivo é atualizar esses números, garantindo uma base consistente para argumentar com o Ministério da Saúde uma correção de valores do teto financeiro repassado para Maceió. E o recadastramento será ainda uma grande oportunidade de reavaliarmos esses pacientes para sabermos quais realmente têm glaucoma, redirecionando-os às clínicas e dando continuidade ao seu tratamento, independente dos repasses que serão feitos pelo governo federal”, finalizou o diretor da SMS.

Com informações do Secom

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Pará notificados 12 casos de raiva humana incluindo seis mortes

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Foto: Lusa

Secretaria de Saúde do Pará informou ter notificado 12 casos de raiva humana no estado, incluindo seis mortes. Até o momento, pelo menos um caso foi confirmado. Segundo o órgão, um paciente morreu na tarde de ontem (15) no Hospital Regional de Breves. Quatro crianças seguem internadas na Santa Casa de Misericórdia em Belém e uma no Hospital Regional de Breves, que também atende um adulto com suspeita da doença. A maioria dos pacientes se mantêm em estado considerado grave.

Por meio de nota, a secretaria informou que continua o trabalho de investigação e prevenção da raiva humana no município de Melgaço, no Arquipélago do Marajó. Na última segunda-feira (14), 1 mil doses de vacina antirrábica e 300 frascos de soros antirrábico foram enviados à região. As ações se concentram na localidade de Rio Laguna, a cerca de 70 quilômetros de Melgaço, onde residem aproximadamente mil pessoas. Até o momento, foram vacinadas 500 pessoas.

Leia também: Câncer de ovário é o sétimo mais incidente no norte do Brasil

Ainda de acordo com o governo estadual, coletas sorológicas foram realizadas em todos os pacientes – inclusive os que morreram – e encaminhadas ao Instituto Pasteur, em São Paulo, laboratório referência no diagnóstico de raiva humana. Desde o último dia 4, equipes de vigilância epidemiológica e de vigilância em saúde estão no local para investigar as suspeitas, em parceria com a Agência de Defesa Agropecuária do Pará e o Ministério da Saúde.

Todos os casos notificados pela Secretaria de Saúde como suspeitos para raiva humana apresentam quadro semelhante, com sinais e sintomas como febre, dispneia, cefaleia, dor abdominal e sinais neurológicos como paralisia flácida ascendente, convulsão, disfagia (dificuldade de deglutir), desorientação, hidrofobia e hiperacusia (sensibilidade a sons, principalmente agudos).

Casos confirmados de raiva humana no Pará não ocorrem desde 2005, quando 15 casos foram registrados no município de Augusto Corrêa e três em Viseu (nordeste paraense) – todos por transmissão de morcego hematófago (que se alimenta de sangue).

Em 2004, Portel (município do Marajó) registrou 15 casos da doença – todos também por morcegos hematófagos, assim como os seis casos confirmados em Viseu, no mesmo ano.

Todos os casos confirmados nesses dois períodos, segundo a secretaria, evoluíram para óbito.

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