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Gigantes da Internet censuram promotor de teorias da conspiração

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Foto: Lionel BONAVENTURE/AFP

Os gigantes da Internet lançaram nesta segunda-feira (6) uma ofensiva contra o teórico da conspiração americano Alex Jones, com teve acesso negado aos sites Facebook, YouTube, Apple e Spotify, depois de anos de impunidade.

As medidas acontecem depois de meses de críticas ao canal de vídeos online YouTube e às redes sociais Facebook e Twitter, acusadas de não fazerem o suficiente para combater a desinformação e o discurso de ódio.

Nesta segunda, Jones considerou a iniciativa uma “repressão coordenada ao estilo comunista”.

Fundador do site InfoWars, Alex Jones é uma personalidade ligada à extrema direita, que virou uma celebridade graças às suas teorias conspiratórias sobre o massacre na escola fundamental Sandy Hook, em 2012.

Desde aquele ataque a tiros, praticado pelo jovem Adam Lanza, de 20 anos, naquela escola de Connecticut, que deixou 26 mortos – entre eles 20 crianças -, Alex Jones afirmou várias vezes que o ataque foi uma encenação.

Jones afirma que os pais das crianças vítimas da tragédia na verdade eram atores pagos para desempenhar um papel.

Várias famílias das vítimas levaram Jones à Justiça, acusando-o de propagar teorias falsas para aumentar sua audiência e sua receita.

Texano, de 44 anos, Jones evocou várias outras teorias conspiratórias, segundo as quais o governo americano teria ordenado vários ataques terroristas, como os do 11 de setembro de 2001.

Há alguns dias, o Facebook retirou quatro vídeos de páginas de Alex Jones, que violavam suas políticas de redes sociais sobre o discurso de ódio e assédio, informou nesta segunda-feira a plataforma em uma mensagem.

Desde então, Jones publicou conteúdo suplementar no Facebook, o que levou o grupo a suspender suas quatro principais páginas de extrema direita.

Estas páginas são acusadas de “enaltecer a violência” e “utilizar uma linguagem desumanizada para descrever pessoas transgênero, muçulmanos e imigrantes”.

Segundo a rede social, foi a linguagem usada e não as teorias da conspiração transmitidas por Alex Jones o que a levou a suprimir as páginas.

– Jones denuncia o ‘establishment’ –

A Apple retirou de sua plataforma a maior parte dos podcasts de Alex Jones, constatou a AFP, que não obteve resposta da empresa a seus pedidos de comentários.

No entanto, um porta-voz da empresa declarou ao site BuzzFeed que a “Apple não tolera o discurso de ódio e temos pautas claras que os criadores e os desenvolvedores devem seguir para garantir que proporcionemos um entorno seguro para nossos usuários”.

Ao meio-dia desta segunda, o YouTube suspendeu o canal de Alex Jones, que tinha 2,4 milhões de assinantes.

No fim de julho, Jones foi impedido de usar a plataforma para transmitir ao vivo, após violar as regras da filial da Google sobre o discurso de ódio e a colocação em risco de crianças, destacou o YouTube à AFP.

O homem de voz áspera e rosto redondo tentou eludir esta suspensão, transmitindo ao vivo de outros canais do YouTube, que decidiu suspender todos os canais afiliados a Alex Jones.

Também na segunda-feira, o serviço de música online Spotify anunciou ter eliminado de sua plataforma todas as gravações do The Alex Jones Show e privou o programa de acesso no futuro, também mencionando descumprimento de regras sobre discursos de ódio.

Pouco depois, informou-se também que a rede Pinterest tinha decidido eliminar a conta da InfoWars.

“Fomos completamente excluídos de Facebook, Apple e Spotify”, declarou Alex Jones em sua conta no Twitter, rede social na qual até agora não sofreu qualquer restrição. Consultado pela AFP a esse respeito, o Twitter não respondeu.

“Qual será o próximo meio conservador proibido?”, brincou.

“O expurgo de ontem à noite foi um esforço coordenado e não teve nada a ver com fazer cumprir a regra do discurso de ódio”, disse Jones em seu programa de entrevistas.

No fim de 2015, o então candidato Donald Trump participou do programa de Alex Jones. “Sua reputação é incrível”, disse durante a entrevista aquele que seria o presidente dos Estados Unidos.

“O establishment está atacando a liberdade de expressão aqui nos Estados Unidos”, afirmou Jones no último vídeo postado no YouTube há uma semana.

Vários sites ultraconservadores apoiaram publicamente a afirmação de Jones de que foi vítima de um complô das empresas de Internet. “Os gigantes tecnológicos trabalham juntos para censurar os conservadores?” – perguntou Gateway Pundit.

Um titular do site informativo e de opinião conservador Breitbart indicou: “A CNN e os democratas pressionam com êxito o grande lobby da tecnologia para que censure seus críticos”.

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Facebook vai punir quem espalhar mentiras na rede social nas eleições

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Uma das redes sociais mais usadas no país decidiu implantar mais ferramentas para combater a desinformação. O Facebook anunciou nesta semana que uma nova ferramenta, que pune quem espalha boatos na rede social, está funcionando no Brasil. A partir de agora, é possível selecionar a opção “Informações de votação incorretas” ao denunciar um conteúdo. Veja como funciona:

Ao encontrar uma publicação com informações falsas, o usuário deve clicar no botão com três pontos na vertical e selecionar a opção “Dar feedback sobre essa publicação”. Depois, basta selecionar a opção das eleições.

A rede social explica que a ferramenta deve ser usada quando o usuário encontrar ”distorções sobre as maneiras de votar, como solicitações para que você vote via mensagem de texto e declarações não-oficiais sobre contagem de votos”. O Facebook ressalta, no entanto, que em alguns casos o conteúdo “pode exigir uma revisão adicional”.

Punição

Se a denúncia for aceita, o conteúdo falso terá seu alcance reduzido, ou seja, menos pessoas terão acesso a ele. Além disso, a postagem será acompanhada por informações verdadeiras elaboradas pelos parceiros da rede social na checagem de fatos.

“Identificamos e removemos contas falsas antes das eleições na França, Alemanha, Alabama, México e Brasil. Descobrimos e removemos campanhas de influência estrangeira da Rússia e do Irã tentando interferir nos EUA, Reino Unido, Oriente Médio e outros lugares – bem como em grupos no México e no Brasil que atuam em seu próprio país”, explica a rede social. Com informações / Yahoo.

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