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Pará

Embaixador da Hungria estuda possibilidade de investimentos em Santarém

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📷 Samuel Alvarenga

O embaixador da Hungria no Brasil, Norbert Konkoly esteve na manhã desta sexta-feira (13), em Santarém, no Oeste do Estado, onde continua a agenda oficial pelo estado do Pará. Em pauta, além da perspectiva de aumentar os negócios e as relações comerciais entre a Hungria, o Brasil e o estado do Pará, discutiu-se a possibilidade da implantação de tecnologia húngara na área de saneamento e abastecimento de água.

O embaixador, acompanhado da cônsul geral adjunta de Assuntos Comerciais, Zsuzsanna László, foi recebido no Centro de Governo do Baixo Amazonas pelo secretário regional, Olavo das Neves. Em seguida, dirigiu-se ao Gabinete Protocolar do Centro Cultural João Fona, onde foi recebido pelo prefeito de Santarém, Nélio Aguiar e comitiva.

Durante o encontro, Norbert Konkoly destacou as potencialidades do Pará, em especial de Santarém, principalmente na área do turismo. Segundo o embaixador, a intenção do governo húngaro é estreitar as relações comerciais com o Brasil, especialmente com o Pará.

“Fico muito contente, porque como embaixador da Hungria, nossas exportações ao Brasil aumentaram 25% ano passado. Em nossa conversa falamos muito sobre negócios, um dos pontos fortes da diplomacia, porque isso gera empregos na Hungria, no Brasil, no Pará e em Santarém. Aqui em Santarém, falamos sobre uma tecnologia de saneamento de água e de esgoto. Uma tecnologia inovadora, que pode ser instalada aqui no Brasil, em especial em Santarém”, exemplificou o embaixador.

A pauta do encontro também girou em torno dos investimentos da Hungria nas potencialidades turísticas do município de Santarém. “Falamos sobre outras empresas e outras possibilidades, como por exemplo, aumentar o turismo da Hungria e da Europa para Santarém, porque temos lugares maravilhosos, rios fantásticos e uma gastronomia sem igual”, lembrou o embaixador.

Representatividade

Visando aumentar a representação da Hungria no Brasil, a Embaixada do país deve nomear um cônsul honorário para contribuir com o desenvolvimento do estado.

Para o secretário regional de Governo, Olavo das Neves, o Pará e o município de Santarém só têm a ganhar pela proximidade com a Hungria. “O Estado tem buscado estreitar a relação com os diversos países e a Hungria nos presenteia com essa visita, conhecendo nossas potencialidades, em especial de Santarém, para onde eles fizeram questão de vir, dada a potencialidade turística, as nossas oportunidades e desafios. Nos colocamos à disposição para a construção de parcerias e novos cenários durante a reunião, principalmente na área do urbanismo, saneamento e outras que a Hungria tem bastante expertise”, ponderou Olavo das Neves.

Pará

Governo estuda medidas para garantir que recursos da Ferrovia Carajás fiquem no Pará

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Foto: Agência Pará

O Governo do Estado do Pará, através da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Mineração e Energia (Sedeme) lamenta e está tomando medidas contra a decisão do Governo Federal de transferir para outros entes, compensações para a renovação da concessão da ferrovia de Carajás, da Vale, localizada em boa parte, em solo paraense e que transporta as riquezas minerais de nosso Estado sem a devida contrapartida.

Assim que o Governo do Pará tomou conhecimento do assunto, acionou a bancada federal paraense para que se mobilizasse em Brasília e já acionou a Procuradoria Geral do Estado para que verifique através de estudo quais medidas jurídicas podem ser tomadas com urgência para garantir seu direito legítimo junto ao Governo Federal.

O Governo do Pará reitera que tem compromisso com o federalismo, mas exige que a compensação pelo uso de suas riquezas beneficie também o desenvolvimento do Pará e não apenas o de outras regiões. Portanto, ao invés de aplicar recursos em outros empreendimentos que em nada podem contribuir com o desenvolvimento do nosso Estado, a compensação pode ser utilizada diretamente no projeto da Ferrovia Paraense.

A proposta, defendida pelo Governo do Pará, já foi tema de audiências públicas, viagens nacionais e internacionais, além de expedientes e audiências com o Governo Federal. O esforço já rendeu a garantia de carga, despertou o interesse de grandes investidores e se tornou o projeto que pode representar a oitava maior ferrovia do mundo na atualidade, segundo estudos de mercado da SCI Verkehr GmbH, reputada empresa de consultoria em logística, com sede na Alemanha.

A Sedeme defende a importância da Ferrovia Paraense para o sistema logístico nacional, com reflexo, inclusive, na diminuição do Custo Brasil, já que vai encurtar distâncias e reduzir gastos com transporte de cargas, a partir da conexão com a Ferrovia Norte-Sul, em vias de ser retomada pelo Governo Federal. Essa sim é uma opção viável, sólida e concreta de garantir que a compensação seja feita em solo paraense e não em outras regiões, deixando aqui apenas os impactos ambientais e socioeconômicos dos grandes projetos, o que não mais aceitaremos, conforme determina a Lei de Socioeconomia.

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