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Embaixador da Hungria anuncia interesse do país em investir em vários setores no Pará

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📷 Cristiano Martins

A Hungria quer estreitar relações comerciais com o Pará e, para isso, o embaixador do país no Brasil fez, nesta quinta-feira, 12, uma visita diplomática ao Governo do Estado. Saneamento, pecuária, segurança, educação e indústria foram os temas tratados no encontro.

O secretário de Estado de Turismo, Adenauer Góes, representando o governador Simão Jatene, recebeu o embaixador, Norbert Konkoly, e a cônsul geral adjunta de Assuntos Comerciais, Zsuzsanna László. O reitor da Universidade do Estado do Pará (Uepa), Rubens Cardoso da Silva; o presidente da Companhia de Desenvolvimento Econômico do Pará (Codec), Fábio Lúcio Costa e; a coordenadora de Relações Internacionais do Governo do Estado, Larissa Steiner Chermont, participaram da reunião.

“O atual governo húngaro decidiu que o país deve adotar uma política de maior abertura, com ênfase na área comercial e tendo o Brasil como um parceiro preferencial”, declarou o embaixador da Hungria. Diante disso, segundo ele, o estado do Pará foi escolhido “por ser um parceiro ideal do ponto de vista de sua estabilidade econômica e posição geográfica no mundo”, bem como “por sua ampla possibilidade de crescimento e desenvolvimento”.

À mesa de reuniões, o embaixador trouxe ofertas de empresas húngaras nas áreas de saneamento (tecnologia superior para tratamento de água e esgoto, com reaproveitamento de recursos hídricos); pecuária (aumento na produção de carne e leite com o uso de bactérias positivas na alimentação do gado); segurança (instalação de proteção perimetral para monitoramento de ações em torno de prédios públicos) e; educação (oferta de bolsas de estudos para brasileiros em universidades e institutos tecnológicos em Budapeste e outras cidades húngaras).

Ao mesmo tempo, o embaixador anunciou o interesse de uma empresa de seu país em se instalar no Pará com o objetivo de beneficiar ferro e alumínio, usando matéria-prima em abundância no estado. Norbert Konkoly revelou ainda que um consulado honorário deve ser implantado em Belém para continuar as negociações iniciadas na reunião desta quinta-feira.

Para o secretário Adenauer Góes, o Pará tem um enorme interesse em aprofundar relações com a Hungria, não somente na área comercial, mas também cultural e social. “Parceiros que venham somar e aumentar ainda mais nosso desenvolvimento são sempre bem-vindos”, disse Adenauer.

Em Belém, o embaixador e a cônsul seguirão uma agenda que inclui, dentre outras visitas, encontros na Universidade Federal do Pará, Uepa e prefeituras de Belém e Santarém.

Geografia e economia

Localizado na porção centro-sul do continente europeu, o território húngaro é banhado de norte a sul pelo segundo maior rio do continente, o Danúbio. O país não possui saída para o mar e limita-se ao norte com a Eslováquia, a nordeste com a Ucrânia, a leste com a Romênia, ao sul com a Sérvia e Croácia, a oeste com a Áustria e Eslovênia.

A Hungria é a 28ª maior economia de exportação no mundo. Em 2016, o país exportou US$ 102 bilhões e importou US$ 91,4 bilhões, resultando em um saldo comercial positivo de US$ 11,5 bilhões. Em 2016, o PIB da Hungria foi de US$ 124 bilhões e seu PIB per capita foi de US$ 26,7 bi.

As exportações principais são automóveis (US$ 11 bilhões), peças de veículos (US$ 5,92 bilhões), motores de ignição (US$ 3,53 bilhões), medicamentos embalados (US$ 3,27 bilhões) e motores de combustão (US$ 2,82 bilhões). Os principais destinos de exportação da Hungria são a Alemanha, (US$ 28,4 bilhões), Romênia (US$ 5,14 bilhões), Eslováquia (US$ 5,07 bilhões), França (US$ 4,92 bilhões) e a Itália (US$ 4,91 bilhões).

Em relação ao Brasil, o comércio com a Hungria apresenta um fluxo menor, tanto na exportação, quanto na importação. O ano de 2016 apresentou o valor de importação de 25.245.659 (US$ FOB) e no ano de 2017 de 40.243.440 (US$ FOB). O Pará apresentou valores negativos no saldo da balança comercial com a Hungria nos anos de 2016 e 2017, -3.177 (US$ FOB) e -201.537 (US$ FOB) respectivamente.

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XII Festival de Bandas e Fanfarras encerra com desfile das campeãs

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Foto: Mauro Nayan

As campeãs do XII Festival de Bandas e Fanfarras de Santarém desfilaram na noite de segunda-feira (17), no estádio Colosso do Tapajós. O Festival ocorreu no último final de semana, 14 e 15 de setembro.

Na categoria Banda de Percussão desfilaram as escolas: Tiago Xisto de Aragão (Lago Grande), 1º lugar com 290,9 pontos e a Corporação Musical Estrela Negra, 2º lugar com 285,6 pontos. Na categoria Banda Musical: Maria de Lourdes Almeida, 1º lugar com 352,9 pontos; Álvaro Adolfo da Silveira, 2º lugar, com 352,6 pontos e Almirante Soares Dutra, 3º lugar, com 351, 2 pontos.

Desfilaram também as demais agremiações campeãs. Na categoria Banda de Percussão: Escola Municipal da comunidade de Boa Fé (Lago Grande), 3º lugar com 285,2 pontos.

As escolas vencedoras da categoria Fanfarra Simples: a Escola Inglês de Souza (Óbidos), 1º lugar, com 313,9 pontos; A Escola Municipal Vila Nova (Lago Grande), 2º lugar, com 313,4 pontos e a escola São José (Óbidos), 3º lugar com 313,1 pontos, não se apresentaram, pois retornaram às suas localidades logo depois das apresentações de domingo.

A secretária municipal de Educação de Santarém Mara Belo avaliou positivamente o XII Festival de Bandas e Fanfarras. Segundo ela, em todas as etapas do festival foi oferecido a população um espetáculo de qualidade. “Por esses resultados tão positivos o festival faz parte do calendário cultural do município de Santarém. É a história viva de nossa cidade demonstrada através de ritmos, harmonia, coreografia e criatividade das bandas e fanfarras. A realização do evento é um compromisso da gestão pública municipal. Agradecemos as demais secretarias que nos ajudaram, as instituições de seguranças, a população que prestigiou o evento, as escolas, os diretores, professores e os alunos, bem como a equipe de coordenação do festival que foi brilhante em todas as etapas”, exaltou.

A premiação que será utilizada para a aquisição de novos instrumentos será entregue até o final do mês de outubro para os vencedores dos festivais de 2017 e 2018. Em reunião com os vencedores dos dois festivais, juntamente com a equipe técnica da Semed foi informado que todos os procedimentos para compra foram cumpridos, mas como duas das três empresas vencedoras da licitação são de Santa Catarina e de Goiás há um prazo para fazer a entrega. Após todos os instrumentos chegarem a secretaria fará a entrega.

O coordenador do XII Festival de Bandas e Fanfarras José Maria Lira afirmou que o evento foi gratificante considerando principalmente a participação das escolas e do público que compareceu para prestigiar as apresentações nas três noites, superando a previsão de 20 mil pessoas. Lira observou que a apresentação das bandas e das fanfarras no desfile das campeãs foi sem o peso da disputa, com mais elegância e descontração, apresentando inclusive outros números do repertório. “Trata-se de um momento ímpar, satisfatório. É gratificante coordenar um evento tão grandioso como este, claro com a ajuda de uma equipe tão competente e comprometida com o que faz e que realiza tudo muito bem feito”, elogiou.

A coordenadora da Escola de Arte Emir Hermes Bemerguy Monique Marinho que em conjunto com o professor Júlio Heleno é responsável pelo apoio técnico, disse que se sentiu feliz em poder fazer parte do momento que já é histórico para Santarém. Monique destacou ainda que o processo de apuração foi bastante tranquilo, haja vista que as escolas são bem organizadas.

O regente de banda da Escola Almirante Soares Dutra Lucas Ibi destacou a organização do XII Festival de Bandas e Fanfarras de Santarém: “A organização foi belíssima, envolvendo a apresentação de todas as bandas. Só temos a agradecer pela estrutura montada pelo município e pela evidente preocupação da coordenação com todas as bandas que participaram do evento”, analisou.

Para o professor de artes e coordenador geral da banda da escola Álvaro Adolfo da Silveira Roniclei Batista Vieira tudo é fruto de muito trabalho da coordenação, do regente José Cândido, dos coreógrafos Ádresson e Gisele e, principalmente, dos alunos e ex-alunos componentes da banda que fazem o Festival acontecer. E aproveitou para parabenizar a coordenação do evento pela mudança da Avenida Tapajós para o estádio Colosso do Tapajós o que proporcionou conforto, segurança às bandas e fanfarras e ao público que prestigiou o evento.

O regente da Corporação Musical Estrela Negra, Diego Castile destacou que mesmo diante da luta que a entidade enfrenta diariamente com relação aos ensaios e a logística a participação da banda foi maravilhosa. O regente também falou sobre o fato da Corporação Musical Estrela Negra não pertencer a uma escola tradicional como as demais, no entanto explicou que a banda está ligada ao Cras de São José Operário onde instalou uma escola de música e tornou-se um projeto social aberto à comunidade.

O regente da escola Tiago Xisto de Aragão, que conquistou o 1º lugar no Festival, Márcio Rodrigo de Sousa disse que os objetivos da banda foram alcançados ao conquistar o primeiro lugar da categoria Banda de Percussão. Foram cinco dias intensos. A escola trouxe como tema: “Mistura de ritmos”, que abriu um leque de possibilidades para que a banda tocasse de tudo um pouco.

Sobre a organização do festival, o regente disse que a coordenação fez um trabalho impecável, principalmente, quando permitiu que o evento retornasse ao estádio, garantindo conforto e comodidade tantos as bandas quanto ao público.

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