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Saúde

Câncer de ovário é o sétimo mais incidente no norte do Brasil

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📷 Divulgação

Em 8 de maio é celebrado o Dia Mundial de Combate ao Câncer de Ovário, um tumor menos incidente que os de colo de útero e mama, porém considerado o câncer ginecológico que mais ocasiona mortes no planeta, com mais de 70% dos diagnósticos concluídos em estágio avançado, quando a doença já atingiu outros órgãos.

Sem considerar os tumores de pele não melanoma, o câncer do ovário é o sétimo mais incidente no norte do Brasil. Dos 270 novos casos esperados até o final de 2018, 110 serão diagnosticados no Pará, com uma taxa bruta de 2,57 de incidência por 100 mil habitantes, segundo dados da Incidência de Câncer no Brasil, documento publicado pelo Instituto Nacional de Oncologia (Inca).

Leia também: Sespa inicia busca ativa por casos silenciosos de hepatites

A dona de casa Sandra Dias, 45 anos, residente no município de Castanhal, decidiu fazer a ultrassonografia transvaginal após oito meses sentindo dores no quadril e inchaço na barriga. A biópsia foi realizada no Hospital Ophir Loyola, em Belém, e segundo ela “o primeiro resultado deu sugestivo para câncer”. “Fiz outro ultrassom, mas atestou algo diferente. Então, o ginecologista solicitou uma ressonância magnética e os marcadores tumorais. Com o resultado, fui encaminhada para cá. Vou fazer a retirada do ovário esquerdo. Caso a biópsia confirme o câncer, e o médico julgar necessário, também serão retirados o ovário direito e a bexiga. Espero que tudo ocorra bem”, relatou Sandra Dias.

Os ovários são glândulas responsáveis pela produção dos hormônios sexuais femininos (progesterona e estrogênio) e pela produção e armazenamento dos óvulos que são liberados, um a cada mês, durante o ciclo reprodutor.

Tumor silencioso – O desenvolvimento dos tumores de ovário ocorre de forma silenciosa. A maioria dos tumores não apresenta sintomas até atingir a fase avançada. Os mais característicos são dor pélvica, alterações urinárias, aumento do volume abdominal, gases e irregularidades menstruais. Essas manifestações clínicas muitas vezes são confundidas com outras patologias, dificultando ainda mais o diagnóstico.

Cerca de 10 a 15% dos casos de tumores ovarianos apresentam componente genético ou familiar, com mutações de alto risco dos genes BRCA1 e BRCA2. Outros fatores de risco estão relacionados à menopausa tardia, endometriose, obesidade e nuliparidade (sem filhos biológicos). A incidência é mais comum nas mulheres acima de 40 anos, no período pós-menopausa. A gravidez e o uso de contraceptivos orais (supressão da ovulação) são considerados fatores de proteção.

Diagnóstico – Segundo o ginecologista Celso Fukuda, do Hospital Ophir Loyola, referência no tratamento de câncer no Pará, não existem exames de rastreamento para a detecção precoce do câncer de ovário. “Ainda não foi comprovado o benefício, ao se fazer com certa periodicidade, do exame de ultrassom e do CA-125, que avalia a quantidade deste marcador tumoral no sangue. Ou seja, não temos, hoje, nem um benefício com exames de rastreamento existentes, que possam prevenir ou encontrar este tumor na fase inicial, para que a paciente tenha mais chance de cura ou de controle da doença”, informou.

Apesar da impossibilidade de rastreamento, os ginecologistas solicitam o exame de ultrassom pélvica ou transvaginal para tentar detectar o tumor. Em casos mais avançados, a tomografia é usada para identificar se o tumor já se espalhou para outros órgãos. A cirurgia é realizada para apontar a fase em que a doença se encontra e o diagnóstico histopatológico direciona o melhor tratamento para o controle.

“Os marcadores tumorais são muito úteis no seguimento da paciente com câncer de ovário, porém pouco confiáveis para o diagnóstico inicial, com grande número de falsos positivos. Outro exame utilizado para o diagnóstico e estadiamento (determinar a fase), a ressonância magnética determina o tamanho e a localização de um tumor de ovário, bem como a presença de metástases, porém ambos os exames possuem dificuldade de acesso no SUS (Sistema Único de Saúde)”, esclareceu Celso Fukuda.

O especialista explicou ainda que a escolha do tratamento depende da idade e condições clínicas, tipo histológico do tumor e extensão da doença. “A principal modalidade terapêutica é a cirurgia, podendo ser utilizada a quimioterapia antes ou depois do procedimento cirúrgico. Caso a doença seja detectada precocemente, é removido somente o ovário afetado”, ressaltou.

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Vacinação contra poliomielite e sarampo começa nesta segunda

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Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

Com foco no público infantil, a campanha nacional de vacinação contra a poliomielite e o sarampo começa nesta segunda-feira (6) e vai até o dia 31 de agosto. Devem ser imunizadas as crianças de 1 a 5 anos, independentemente da situação vacinal, desde que não tenham recebido doses contra as doenças nos últimos 30 dias.

As crianças que nunca tomaram a vacina contra a poliomielite vão receber a versão injetável, enquanto aquelas que já tomaram pelo menos uma dose, vão tomar a vacina da gotinha. Já contra o sarampo, todas vão tomar a tríplice viral, injetável.

Para o Dia D da mobilização, no sábado (18), mais de 36 mil postos de saúde estarão abertos para receber a população. De acordo com o Ministério da Saúde, o objetivo da campanha é imunizar no mínimo 95% das 11,2 milhões de crianças da faixa etária da campanha, protegendo-as de doenças que já haviam sido eliminadas no Brasil. Dessa forma, é criada uma “barreira sanitária”, e mesmo que os vírus entrem no País, não vão contaminar a população. Naqueles estados onde foram registrados surtos de sarampo, a vacinação foi antecipada e já ocorre desde o início do ano, como Roraima, Rondônia e Amazonas.

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