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Brasil para de cair e ganha posição em ranking de competitividade

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O Brasil conseguiu interromper a série de quedas registradas desde 2013 e subiu uma posição no ranking que avalia a competitividade de 137 países elaborado pelo Fórum Econômico Mundial em parceria com a Fundação Dom Cabral.

Os dados foram divulgados nesta terça (26) e mostram que o país agora ocupa a 80ª colocação entre as nações avaliadas, após atingir, no ano passado, sua pior posição na lista. Na América Latina, o Brasil só tem desempenho melhor que Guatemala, Argentina, Equador, Paraguai e Venezuela. O Chile continua liderando o ranking regional.

A melhora brasileira ocorreu em aspectos como combate à corrupção e pelo aumento da liberdade do judiciário, segundo o Relatório Global de Competitividade 2017-2018.

O país evoluiu em 10 dos 12 itens avaliados no relatório. O maior avanço ocorreu no grupo de requerimentos básicos a competitividade, em que o Brasil subiu 11 posições no indicador Instituições. No grupo inovação e sofisticação, o Brasil ganhou 15 posições em Inovação.

Em nota, a fundação Dom Cabral indica que o avanço das reformas e a melhora no arcabouço regulatório ajudaram o Brasil a ter um ambiente mais favorável à inovação, o que é condição para a retomada do crescimento econômico e do desenvolvimento social.

A reforma trabalhista aprovada em julho fez o país ganhar três colocações em eficiência do mercado de trabalho, principalmente nos itens que se referem à cooperação nas relações com o empregador do trabalho (em que o país subiu 12 posições) e à profissionalização da gestão (+11 posições).

A melhora da economia é citada pela queda da inflação, que fez o país subir sete posições no ranking mundial, embora o país ainda ocupe a 119ª colocação no tema.

O desequilíbrio das contas públicas, que fez o governo anunciar a revisão da meta fiscal em agosto, é mencionado como fator de preocupação. Nesse quesito, o Brasil fica em 125º lugar.

A pesquisa aponta outros desafios. O maior deles ainda é o sistema tributário brasileiro, seguido pela corrupção e ineficiência da burocracia estatal. Em infraestrutura, o Brasil perdeu uma posição. “Com a forte crise econômica e elevada limitação do investimento público, tal pilar foi comprometido pela impossibilidade de tomar ações a impactar a infraestrutura nacional”, afirma o relatório.

Nesse item, o Brasil ainda permanece em uma das últimas posições do ranking, no 108º lugar.

Segundo o relatório, há oportunidades que podem ser exploradas no país. Uma delas diz respeito à reforma trabalhista, com a flexibilização das leis simplificando as relações de trabalho e desafogando o judiciário, segundo o relatório.

“Com a ampliação das possibilidades de negociação e a flexibilizações de questões como jornada e tempo de trabalho, espera-se que a produtividade deva aumentar, assim como os salários no médio prazo”, indica.

As parcerias público-privadas são vistas como outro espaço a ser explorado. “Mecanismos como privatizações e licitações podem permitir a redução de custos por parte do governo, desafogamento da máquina pública e incentivo para a entrada de novos players na oferta de atividades e funções até então exclusivas do Estado”, afirma o relatório.

O ranking é encabeçado pela Suíça, que ocupa a posição há oito anos. Em seguida vêm Estados Unidos, Cingapura, Holanda e Alemanha.

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Roraima considera tardias as medidas de Temer contra crise migratória

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Foto: Marcos Brindicci / Reuters

As medidas anunciadas pelo presidente Michel Temer (MDB) em resposta à chegada maciça de imigrantes venezuelanos ao Brasil foram consideradas tardias e insuficientes em Roraima.

A prefeita de Boa Vista, Teresa Surita (MDB), disse ser positivo que o governo tenha assumido sua responsabilidade na crise. Criticou, contudo, a demora e a efetividade das ações prometidas.

Após sua primeira visita a Roraima desde o início da crise, na segunda (12), Temer anunciou que decretará situação de emergência social no Estado. Ele prometeu publicar medida provisória nesta semana permitindo o repasse imediato de recursos e a atuação das Forças Armadas.

Deverá ser ampliado de 100 para 200 o efetivo militar na fronteira e montado um hospital de campanha para cirurgias e consultas.

“As medidas para tirar as pessoas da rua são as que mais me preocupam. Na interiorização [transporte para outros Estados] parece que serão mil pessoas em três meses. Só que entram 500 por dia. Tudo tem que ser feito muito rápido”, afirmou Surita.

Assim como o governo do Estado, a prefeita cobra uma triagem de quem passa pela fronteira. Entre os motivos para o controle alega-se a necessidade de evitar a transmissão de doenças como o sarampo, que acometeu uma criança venezuelana há dois dias.

“Acho politicamente incorreto dizer que precisa fechar a fronteira. Quem chega vem por sobrevivência. Mas, se não tiver uma organização de fato, para que as pessoas cheguem com alguma orientação, não temos como suportar.”

Em sua opinião, o governo federal demorou muito para agir. “A gente fez a primeira reunião em outubro de 2016”, lembrou. “O problema vai continuar, e espero que [as ações] não parem nisso. Tem de ter encaminhamento para outros lugares ou regras do tempo que ficam, saber quem chega, onde tem trabalho.”

Falando pela governadora Suely Campos (PP), o comandante-geral do Corpo de Bombeiros, Doriedson Ribeiro, defendeu uma triagem mais rígida da fronteira, “ver se não tem antecedente criminal ou se são foragidos lá”.

Ele pediu “a fiscalização dos carros para ver se não tem contrabando de armas ou drogas para a capital. Essas medidas vão acabar diminuindo o fluxo migratório”.

Camila Asano, coordenadora da Conectas, cobrou que o país, ao considerar a crise na Venezuela humanitária, proteja os migrantes para que não sejam mandados embora.

“O cunho humanitário não pode ser só de segurança, de controle de fronteira. Caso contrário, Temer vai contrariar o próprio discurso de que o Brasil não impediria a entrada de refugiados.”

Para ela, é fundamental que o governo federal se empenhe na melhoria das condições nos abrigos. “As famílias mais vulneráveis precisam de acolhimento inicial.”

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