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2 evento raríssimo unirá “Superlua azul” e “Lua de sangue” em janeiro 2018: entenda fenômenos

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Superluas são eventos relativamente corriqueiros nos céus. Pelo menos uma vez por ano, a Lua aparece para nós maior e mais brilhante. Em janeiro esse fenômeno irá se realizar mais uma vez. A novidade: ao longo dos 31 dias do mês, haverá duas superluas.

Temos, portanto, outro evento lunar – este, um pouco mais incomum. Quando a lua cheia ocorre duas vezes em um mesmo mês, o nome dado ao fenômeno é “lua azul” e isto acontece, em média, a cada dois anos e meio. Julho de 2015 registra a última vez que duas luas cheias foram vistas neste período.

Por fim, teremos a “Lua de sangue”, o eclipse lunar total quando, por alguns minutos, a Lua será completamente coberta pela Terra e sua coloração prateada-azulada mudará para um tom avermelhado. Esse evento, no entanto, será visto só do hemisfério norte.

O que é e por que ocorre a Lua azul?

A ocorrência de duas fases cheia da Lua no espaço de tempo de um mês configura a Lua azul. O evento ocorre com frequência regular de pouco mais de dois anos e meio de intervalo, em média. O motivo é pura matemática: o ciclo lunar tem 29,53 dias de duração e um mês 30 ou 31 dias (exceto fevereiro, com 28 ou 29 dias, mês no qual a realização da Lua azul é impossível).

Portanto, uma sequência de 12 lunações é de 354,36 dias. A conta não fecha com os 365,24 dias do calendário. Assim, eventualmente alguns anos apresentam até 13 lunações – é o caso de 2018. Não só haverá uma Lua azul dia 31 de janeiro (a primeira Lua cheia será no dia 1), como também ocorrerá uma segunda Lua azul no dia 31 de março (a primeira também será dia 1).

Duas Luas azuis no mesmo ano, como veremos em 2018, é algo raríssimo. Leva 235 meses lunares, ou 19 anos do calendário gregoriano. A próxima vez, portanto, será somente em 2037, também em janeiro e março – quando isso ocorre, fevereiro fica sem nenhuma Lua cheia.

De onde surgiu o termo Lua azul?

O termo Lua azul é utilizado também para designar outro evento lunar não tão comum. Geralmente, nas sequências lunares, ocorrem três Luas cheias seguidas. Quando a sequência indica quatro Luas cheias, a terceira é chamada de Lua azul. Esta utilização do termo é, inclusive, anterior ao uso de “Lua azul” para duas Luas cheias em um mês.

Há registros de até 500 anos atrás que relacionam “Lua azul” a uma metáfora sobre algo impossível e muito difícil de acontecer. Com o passar dos séculos, seu uso se tornou mais flexível e por volta da década de 1920 foi aplicada em textos astronômicos para a terceira Lua cheia seguida. Em 1946, pela primeira vez, o termo foi usado para a segunda Lua cheia do mês.

Então, não, a Lua azul não é mais ou menos colorida que qualquer outra Lua do ano.

O que é a superlua?

A superlua depende de dois eventos cósmicos acontecerem ao mesmo tempo. Um deles é o alinhamento de Sol, Terra e Lua de tal maneira que a face lunar esteja completamente iluminada pela luz solar (é a lua cheia) ou alinhada de maneira oposta (lua nova).

O outro evento é a ocorrência do perigeu (a aproximação máxima da Lua em relação à Terra durante sua rota orbital ou até 90% próxima desse ponto). A Terra gira em torno do Sol, e a Lua gira em torno da Terra. Nesta dança dos astros cósmicos, a distância entre o planeta e o satélite natural aumenta e diminui, de acordo com a posição da órbita lunar – para configurar o perigeu, deve estar a cerca de 360 mil quilômetros.

Superluas de janeiro

Na noite do dia 1 de janeiro, exatamente às 21h56, a Lua atinge seu perigeu, a exatos 356.565 quilômetros da Terra. O momento de melhor visibilidade será partir das 2:24 já do dia 2 de janeiro, quando entra em sua fase cheia. É a maior Lua do ano.

E no dia 31, ela já estará na posição mais perto da Terra desde as 9h54 da manhã, embora só possa ser vista à noite.

Evento é, também, “Lua de sangue”

O evento da noite de 31 de janeiro é especial por três motivos. Como é a segunda Lua cheia do mês, se configura como a Lua azul. Ao mesmo tempo, é a segunda superlua de janeiro: uma “superlua azul” é um fenômenos ainda mais incomum, tendo ocorrido apenas uma vez neste século, em julho de 2004.

Além destes dois fatores, a data marca também um eclipse lunar total. Por alguns minutos, a Lua será completamente coberta pela Terra e sua coloração prateada-azulada mudará para um tom avermelhado, pois não será atingida pela luz do Sol neste momento. No hemisfério norte, o fenômeno é chamado de “Lua de sangue”.

Infelizmente, este eclipse total lunar não poderá ser visto aqui no Brasil. O evento cósmico será observável apenas da costa oeste da América do Norte, leste da Ásia e Oceania.

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Restos antigos de 2.500 anos são encontrados em sarcófago ‘vazio’

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📷 Reprodução / Facebook / Nicholson Museum

Uma múmia de 2.500 anos foi finalmente descoberta em um caixão preservado na Universidade de Sydney durante os últimos 150 anos. Antes pensavam que o sarcófago estava vazio.

Os arqueólogos do Museu Nacional, que é o mais velho da Austrália, ao levantarem a tampa do antigo caixão, encontraram os restos humanos. A múmia não estava completamente intacta e os restos estavam um pouco danificados, comunica o canal ABC News.

Enquanto os hieróglifos no caixão indicam que tenha sido feito por uma sacerdotisa chamada Mer-Neith-it-es, os cientistas apontam que às vezes as múmias são tiradas de seu caixão original para que o use depois. Os antigos vendedores egípcios poderiam colocar outra múmia dentro, se o comprador assim pedisse.

Os arqueólogos agora tentam revelar o mistério de quem na verdade está dentro do caixão, usando modelos 3D e conduzindo escaneamento por Tomografia Computadorizada (CT). “Ela é mais velha, e tem algumas alterações degenerativas precoces e o sacro está fundido, então sabemos que é definitivamente um adulto”, concluiu o professor John Magnussen. O exame mostrou que os restos pertencem a um adulto de mais de 30 anos e que os pés e ossos do tornozelo ficaram intactos em sua grande maioria.

Outra descoberta importante feita pela especialista do Egito, Connie Lord, foi a seguinte: a resina foi colocada no crânio da múmia depois que o cérebro foi retirado. “É uma descoberta incrível, não me lembro de ter encontrado algo parecido. Isto devia ser extremamente raro”.

A identificação dos restos pode levar meses ou até anos. O caixão de Mer-Neith-it-es junto com outros três serão exibidos no novo museu Nicholson.

  • Sputnik Brasil

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